Corre-corre, improviso e 'palhacites'
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terça-feira, 26 de julho de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
Entre risos e brincadeiras as crianças aprendem e se desenvolvem. Na tarde de ontem um grupo de dez crianças de seis a dez anos se divertiu em uma oficina com os palhaços do Plantão Sorriso. No dia a dia Aneliza, Pedro, Gerson, Guilherme e Andréa são palhaços e atuam nos hospitais animando crianças doentes. Eles deixaram os personagens de lado, saíram da rotina e montaram um trabalho especial para crianças que queriam aprender mais sobre a arte de ser palhaço.
De acordo com Aneliza Paiva - a palhaça Dra. Frida - a atividade foi novidade para o grupo, já que esta foi a primeira vez que eles ministraram oficinas de palhaço para crianças. ''Sentimos bastante diferença em relação ao nosso trabalho habitual, porque estamos acostumados a lidar com crianças deitadas em camas. Nos preparamos bastante porque sabíamos que estes viriam cheios de energia'', disse.
Para ela, a principal difereça dos dois trabalhos - no hospital e na oficina - está na ''cara limpa''. ''O nosso maior desafio aqui é tentar achar um pouco de palhaço em cada criança. Estamos oferecendo um momento lúdico que desenvolve o trabalho em equipe, resgata brincadeiras antigas e ajuda as crianças a combaterem a timidez'', explicou.
De acordo com Gerson Bernardes, o palhaço Dr. Lambreta, a grande diferença é que nenhuma criança vai ao hospital para brincar e na oficina este era o principal objetivo dos pequenos. ''A técnica do palhaço possui ligação com as crianças. Os exercícios que trouxemos fazem com que eles trabalhem a criatividade e o improviso'', destacou. Para ele a oficina foi positiva para os dois lados.
A programação da oficina mexeu literalmente com os pequenos. Marina Hara tem seis anos e já tinha até ganhado um ''nome de palhaço'' dos colegas. Chamada de ''Formiga'', porque não parava quieta um minuto, a pequena adorou as atividades. ''Estou achando muito legal por que tem um monte de brincadeiras'', disse. Sobre ser palhaça quando crescer a menina foi enfática ''tenho muita coisa boa para viver. Ainda não pensei sobre este assunto, mas já estou aprendendo'', concluiu.
Alana Gentil Carani, dez anos, e Laura Beatriz Cristóvão Radi, nove anos, se divertiam entre correrias e representações. ''Eles são engraçados, estamos aqui para aprendermos a fazer palhaçada'', disseram. Já Vida Grilo Dietrich, de nove anos, disse que a mãe a inscreveu na oficina e disse que ela aprenderia coisas novas. ''Eu gosto de fazer as pessoas rirem e estou gostando
bastante de fazer palhaçada'', finalizou.
A oficina teve duração de três dias e foi realizada na Loja Ciranda. De acordo com a empresária Denise Gentil, a proposta surgiu dos próprios palhaços. ''O Plantão Sorriso desenvolve uma atividade fabulosa, além disso eles possuem um trabalho técnico bastante apurado. Sabemos que incentivamos muito o desenvolvimento intelectual das crianças e esquecemos de como a questão lúdica e corporal é importante'', disse.
Ela afirmou que em poucos dias de oficina as crianças se tornaram amigas. ''Eles estão aprendendo coisas diferentes e tem a possibilidade de se conhecerem'', completou.
Serviço - Mais informações sobre o grupo Plantão Sorriso no www.plantaosorriso.org.br


