Corporação também tem seus heróis
A idéia de heroísmo, que permeia o coração das crianças, é um ingrediente de trabalho para certos policiais. O desejo de ajudar está à flor- da-pele, acima da família e do próprio bem-estar. A adrenalina sobe e a gente se coloca no lugar da vítima. Ela quer viver, afirma o soldado Vinícius José da Silva, considerado um exemplo para seus pares por sua atuação em um sequestro. Sentimentos que levaram o comandante do Policiamento da Capital, coronel Justino Henrique Sampaio Filho, a homenagear 16 soldados em Curitiba em 1998. Muitos outros receberam as mesmas honrarias nos quartéis do interior do Estado, mas o comando-geral não tem estatísticas precisas de quantos são.
As homenagens, porém, não chegam aos jornais. São atos que tomam formas anônimas - às vezes nem mesmo as vítimas sabem por quem foram ajudadas. Foi assim com o soldado Nivaldo do Amaral Lopes, que salvou um homem chamado Antônio. Antônio, provavelmente, não sabe nem o nome Nivaldo. E há uma boa razão para o anonimato: o volume de ocorrências. Só o 13º Batalhão de Polícia Militar, que abrange bairros da região Sul, atende cerca de 5.500 ocorrências por mês. Entre agosto de 1998 a março de 1999, foram 38.798 atendimentos. Como escolher entre tantas histórias? De forma aleatória, a Folha mostra algumas.





