O Tiro de Guerra de Londrina foi criado em setembro de 1946 na Rua Santa Catarina, Região Central da cidade. Em 1948, transferiu-se para a Avenida Benjamin Constant, passou pela Rua Pará, para finalmente, em 1976, instalar-se na Avenida Salgado Filho, no Jardim San Fernando (Zona Sul), onde já formou mais de 20 mil atiradores.
De acordo com o sargento Fabiano de Oliveira, os atiradores são selecionados num processo que envolve mais de mil candidatos. Nos meses de setembro e outubro os alistados participam de uma seleção complementar, que define os 200 garotos que irão iniciar o Tiro de Guerra no ano seguinte. Em janeiro, eles passam por mais uma entrevista e a partir de 1 de março começam as instruções, que duram até 3 de dezembro.
''Normalmente são escolhidos meninos mais velhos e com alta escolaridade. Também só faz parte da turma garotos que residem em Londrina, de preferência em bairros próximos à sede do Tiro de Guerra'', definiu Oliveira. Nas duas horas diárias de treinamento, os atiradores aprendem sobre doenças sexualmente transmissíveis, primeiros socorros, noções de higiene e saúde, de armamentos, além da ordem unida, que é a padronização dos movimentos.
Cabelo, barba e roupa devem estar sempre impecáveis e o atirador só não é penalizado em caso de falta se apresentar justicativa. ''Se completar 75 pontos negativos, ele é desligado e retorna no ano seguinte. Se isso se repetir por dois anos, o atirador é desligado do Tiro de Guerra e deve servir num quartel, onde o treinamento é mais intenso'', assinalou o sargento.
Para seguir carreira no Exército, é preciso prestar concurso nacional e a prova é de conhecimentos gerais. Eles têm duas opções: a Escola de Sargentos ou a Academia Militar. ''Em caso de guerra eles não saem do País. Permanecem fazendo a guarda do território onde moram'', finalizou Oliveira. (M.G.)

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