Corpo precisa ser identificado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de junho de 2000
Telma Elorza De Londrina 
A Polícia de Londrina ainda não conseguiu identificar o corpo de um homem encontrado com um tiro na cabeça no último dia 27, em um assentamento no final do Conjunto Aquiles Stenghel, na zona norte da cidade. O corpo continua no Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina a espera de que alguém o reclame. O delegado Jorge Barbosa, do 5º Distrito Policial, responsável pelo inquérito, acredita que a vítima estava ligada ao tráfico de drogas.
Segundo o delegado, a polícia nada pode fazer enquanto não se estabelecer a identidade do corpo. Já enviamos as digitais dele para os Institutos de Identificação de Curitiba e São Paulo, além de outros dados que colhemos nas roupas do rapaz. Agora temos que esperar, apontou. Segundo Jorge Barbosa, pelas características do morto e o fato de ninguém aparecer para identificá-lo, é possível que homem tenha vindo de outro Estado. Talvez tenha vindo cobrar algum dinheiro de drogas e tenha sido morto e desovado aqui, especulou. Para o delegado, a hipótese de envolvimento com drogas é a mais plausível porque tem características de acerto de contas, disse.
O corpo é de um homem branco, com cerca de 1,75 metro de altura, aproximadamente 80 quilos, olhos e cabelos castanhos claros. De acordo com Jorge Barbosa, o morto era um rapaz bem apessoado, com dentes alinhados e tratados, entre 25 e 30 anos. Quando foi encontrado, vestia uma calça de brim caqui, camisa branca com listas finas azuis, botinas de couro preto e uma jaqueta de nailon azul. A roupa estava quase toda queimada e não portava nenhum tipo de documentos.
Segundo informações do IML, não há nenhum sinal particular que ajude na identificação do morto. Após 30 dias sem que ninguém o reconheça, o corpo deve ser enterrado como ignorado.


