Corpo pode ser de motorista
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Um corpo em avançado estado de decomposição, encontrado na manhã do último dia 9 dentro da Reserva Indígena Apucaraninha, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina), pode ser de um motorista de ônibus desaparecido desde junho do ano passado. O Instituto Médico Legal (IML) de Londrina já enviou material para um exame de DNA.
O resgate do cadáver, encontrado próximo ao Salto Apucaraninha, mobilizou bombeiros, Polícia Civil (PC) e também Polícia Federal (PF), por se tratar de terra indígena. Segundo o IML, o corpo estava incompleto - o crânio não foi localizado - e mumificado, com indícios de que a morte teria ocorrido num período de seis a oito meses atrás.
O delegado da PF Fernando Lara disse ter entrado em contato imediatamente com o cacique da reserva e com a Fundação Nacional do Índio (Funai) para saber se o corpo poderia pertencer a um Kaingang. ''Deram conta de que não havia nenhum membro da comunidade indígena desaparecido'', afirmou.
A roupa da pessoa, o local do achado e a provável data do óbito levaram as autoridades a crer que se trata de Gabriel Donizete Santana, 45 anos, motorista da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). Santana se afogou ao cair de um barco, durante pescaria no Rio Tibagi, no dia 21 de junho. ''Houve uma grande concentração de esforços entre bombeiros e entidades para encontrar o corpo, mas não tivemos sucesso. Depois de 30 dias de buscas incessantes, tivemos que encerrar os trabalhos'', lembrou o sargento Eder, do Corpo de Bombeiros de Londrina.
O delegado do 6º Distrito Policial (DP) de Londrina, Manoel Ângelo Pelisson, disse que irá aguardar um laudo pericial para abrir inquérito de achado de cadáver. O diretor administrativo do IML, Fernando Piccinin, informou que familiares de Santana reconheceram suas vestes e forneceram material para confronto de DNA. Segundo ele, há ''99% de chances'' de que o corpo pertença ao motorista e, por isso, a família se dispôs a cuidar do funeral. O homem foi registrado como ''ignorado'', mas a informação poderá ser retificada caso o exame de DNA confirme a identidade dele.


