A família da funcionária pública estadual Roseli Francisca dos Santos, de 39 anos, acusa os médicos da Santa Casa de Londrina de omissão de socorro. De acordo com informações da família, Roseli faleceu na tarde de 7 de janeiro na enfermaria do hospital devido a problemas respiratórios. Os familiares enfatizam que conheciam as complicações do caso, mas ressaltam que a paciente deveria ter sido levada para a UTI após a complicação do quadro Roseli teve três convulsões na noite anterior a sua morte. ''Nós não faríamos a denúncia se ela tivesse falecido na UTI'', esclarece Anirce Souza dos Santos, cunhada da paciente.
Segundo Anirce, Roseli foi hospitalizada no dia 4, quando apresentou graves problemas respiratórios. A servidora foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu por mais de 16 horas. De acordo com o depoimento de parentes que estiveram com a moça neste período, Roseli tinha reflexos e reconhecia as pessoas.
Contudo, segundo a cunhada da paciente, após a estabilização do quadro, Roseli foi transferida para a enfermaria onde passou 48 horas. Na madrugada do dia 7, a paciente teria sofrido três convulsões e não teria sido encaminhada para a UTI. Adernice contou que tentou contatar o médico para que este fizesse a remoção, mas ele não foi encontrado. No hospital os familiares teriam sido informados que a equipe aguardava um neurologista para avaliar a situação. Segundo Anirce, o médico apareceu somente às 17 horas e, quando saiu para pedir uma tomografia, Roseli morreu.
A assessoria de imprensa da Santa Casa informou que o hospital só se pronunciará após receber uma notificação oficial sobre a queixa. Segundo a assessoria, somente então será apurada a situação.
O delegado Marcos Roberto Belinati, do 1º Distrito Policial de Londrina, abriu hoje inquérito para apurar reponsabilidades sobre a morte. Caso fique comprovada a omissão de socorro, o responsável pode ser condenado a pena de três a 18 meses de reclusão.

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