Corpo foi encontrado com perfurações de bala
Trinta e cinco dias depois do desaparecimento, o corpo de Coimbra, em adiantado estado de decomposição, foi encontrado por um agricultor numa plantação de milho nos arredores de Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina).
Tinha duas perfurações de bala na cabeça, uma marca de forte pancada também na cabeça e sinais de que suas mãos tivessem sido amarradas por trás. A princípio, os familiares descartaram a hipótese de o corpo pertencer ao médico; por isso, pediram um exame de DNA, que foi feito por laboratório de Curitiba.
Quem primeiro ajudou no reconhecimento do corpo foi o dentista de Maringá Mauro Rui Pinto Mendes, que levou ao IML de Londrina os moldes e as fichas de Coimbra, obtidos durante tratamento dentário concluído 11 dias antes de seu desaparecimento. Com os moldes, a odontologista-perita Isabel Cristina Köeller comprovou a identidade do médico.
Oito dias depois, o médico-legista Antônio Carlos de Queiroz, chefe do IML de Londrina, oficializou a identidade do corpo, dizendo que ele realmente pertencia ao médico de Maringá. O resultado do exame de DNA, feito com amostras de sangue dos pais de Coimbra, que moram em Londrina, também comprovou a identidade do médico e seu corpo foi então liberado para sepultamento.
Até ontem, a companhia de seguros ainda não havia liberado o seguro feito por Coimbra para o caso de sua morte, no valor de R$ 240 mil. (M.W.V.)





