Corpo é exumado para exame de paternidade
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segunda-feira, 03 de março de 1997
Da Redação 
O corpo do pioneiro Olavo Godoy foi exumado ontem pela manhã no cemitério São Pedro. A exumação demorou mais de duas horas e contou com a presença de peritos, advogados e médicos legistas. Foram retirados materiais para exames de DNA. A solicitação da exumação foi feita por advogados de um suposto filho do pioneiro. O teste vai comprovar ou não a paternidade de Godoy. O processo tramita em segredo de Justiça, na 1ª Vara de Família do Fórum de Londrina.
Segundo informações de amigos do pioneiro, o processo existe há mais de um ano e chegou a ser suspenso a pedido da mãe do suposto filho, o qual teria hoje mais de 30 anos. A mulher, que teria tido um caso amoroso por mais de 10 anos com Olavo Godoy, supostamente recebeu uma casa para retirar a ação da Justiça. A ação transcorreu no final da vida do pioneiro, que morreu no dia 22 de dezembro.
Se ficar provada a paternidade, o espólio de Godoy deverá ser dividido entre o suposto filho e o sobrinho Álvaro Lázaro de Godoy Filho, marido de Josyê Godoy. Atualmente, ela administra os bens deixados pelo pioneiro. Entre eles está a fazenda Santa Helena, onde Godoy sofreu a queda que o levou à morte.
Segundo a polícia, Olavo Godoy, antes de morrer, foi encontrado caído ao lado de sua cama. Existem duas versões sobre a morte contadas por empregadas da Fazenda Santa Helena. Em primeiro depoimento ao delegado do 6º Distrito Policial, Edson Casagrande, elas contaram uma história complexa e contraditória. Posteriormente, procuraram o delegado e disseram que Josyê as obrigou a mentir. A sobrinha teria se omitido a levar o pioneiro para o hospital, após a queda, e demorado mais de três horas para prestar o socorro.
O inquérito está parado no 6º DP à espera do depoimento de pessoas que o delegado Casagrande está com dificuldade de encontrar.


