O corpo de um homem semicarbonizado foi encontrado na manhã de ontem em um fundo de vale da Vila Portuguesa, no cruzamento da Avenida Duque de Caxias com a Rua Atílio Scudeler, às margens do Ribeirão Lindóia (Região Central de Londrina). O cadáver foi localizado pela Guarda Municipal após denúncias de trabalhadores que passavam próximo ao local e avistaram vestígios de fumaça. Devido às queimaduras, não foi possível constatar sinais de tiro ou facadas. O o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) sem identificação. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil.
Segundo Jorge Luiz Audibert, perito do Instituto de Criminalística, o cadáver foi encontrado amarrado em um colchonete e teve cerca de 70% do corpo queimado. ''O crime deve ter acontecido nesta madrugada (terça-feita), pois ainda havia fumaça e o corpo estava quente. Aparentemente trata-se de um jovem, mas somente depois de uma análise minunciosa será possível comprovar essa suspeita'', afirmou.
O delegado de Homicídios da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Paulo Henrique Costa, não descarta a possibilidade de a vítima ter sido morta em outro local e desovada no fundo de vale. ''Atearam fogo no corpo para eliminar qualquer vestígio do crime. A análise do IML irá revelar se a morte foi causada por tiros ou facadas e, como a vítima não portava documentos pessoais, vamos ter que aguardar que familiares procurem pelo corpo no IML'', destacou.
João Turquino
O Jardim João Turquino, na Zona Oeste, foi cenário do segundo assassinato em dois dias. Na noite de segunda-feira, Márcio da Silva Santos, 32 anos, foi assassinado com pelo menos sete tiros, por volta das 21 horas, na Rua Djalma Marques da Silva. Segundo a polícia, ele era condenado por tráfico de drogas e cumpria a pena em regime semi-aberto. O homem estava em casa, foi chamado pelo nome e alvejado ao sair da residência.
Na noite de domingo, a polícia registrou o assassinato de Valdecir dos Santos, 36 anos, na Rua Lenita Cézar. Ele foi alvejado por 15 tiros e morreu no local. Segundo o delegado Costa, Santos também era condenado pela Justiça e cumpria pena por tráfico de drogas em regime de semi-aberto.
''Eu acredito que os crimes estejam relacionados, pois eles possuem um grau de parentesco e cumpriam penas em regime de semi-liberdade'', ressaltou Costa. ''Ainda estamos investigando e ouvindo as pessoas, não dá para afirmar nada'', acrescentou, informando que já tem alguns suspeitos. (Colaboraram Vítor Ogawa/Reportagem Local e Guilherme Batista/Equipe Bonde)

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