O corpo de Paulo Fernandes da Silva, 23 anos, está desaparecido do Instituto Médico-Legal de Foz do Iguaçu (IML) desde o dia 13. A família veio de Mundo Novo (MS) até a fronteira para tentar fazer o reconhecimento, mas não encontrou o cadáver no órgão. Paulo foi morto pelo advogado César Vilar Corrêa, no dia 5. O advogado teria reagido a uma tentativa de assalto.
A família de Paulo só foi comunicada sobre a morte no final da semana passada. Desesperados, os pais Antônio Fernandes da Silva e Maria Izaltina, vieram para a fronteira para fazer o reconhecimento. A supresa aconteceu ao chegar no IML: o corpo não estava mais lá.
Segundo o chefe do Instituto, Claudio Caba¤a, a culpa é da Central de Luto da Prefeitura. Segundo essa repartição, o rapaz pode ter sido enterrado por engano no último ‘‘enterro coletivo’’ de indigentes.
O IML já tinha autorizado o enterro dos corpos de um travesti, um argentino e dois indigentes. ‘‘Provalvelmente, o cadáver de Paulo foi enterrado como sendo o argentino, porque esse corpo ainda está aqui no IML’’, supõe Caba¤a. A trapalhada é confirmada pelo chefe da Central, Edilson Moraes: ‘‘Ele foi enterrado por engano’’.
Os pais registraram queixa na 6ª Subdivisão de Polícia Civil em Foz do Iguaçu. No entanto, para ‘‘reaver’’ o corpo do filho, eles terão que entrar na Justiça, pedindo exumação dos quatro últimos corpos enterrados pela Central.

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