Tudo o que Valdir queria era reformar a casa que havia comprado, há sete meses, no Jardim Catuaí II (Zona Norte de Londrina), para dar mais conforto à família. Mas o sonho do segurança, que também trabalhava como taxista à noite, foi interrompido por uma tragédia. Na manhã de ontem, o corpo de Valdir da Silva, 34 anos, foi enterrado no Cemitério Jardim da Saudade (Zona Norte).
Ele foi a primeira vítima de homicídio na cidade este ano: levou três tiros na cabeça na noite da última terça-feira, enquanto atendia uma chamada na Avenida Prefeito Milton Ribeiro Menezes, próximo ao Conjunto Novo Amparo (Zona Leste). O corpo foi abandonado ao lado do veículo e com ele foram encontrados a carteira e os documentos.
Segundo Fabio dos Santos, cunhado de Silva, o taxista era um homem ''calmo, honesto e trabalhador''. Nascido em São João do Ivaí (Centro Norte), veio com os quatro irmãos e o pai para Londrina em busca de estudo. Parentes e amigos participaram do enterro, que transcorreu com tranquilidade, apesar da revolta e tristeza dos familiares. ''Ele só queria terminar de construir a casa para passar mais tempo com a família. Tinha acabado de tirar carteira para dirigir caminhão e me disse que esta seria sua última semana no táxi'', completou o cunhado.
Há menos de um mês Silva foi assaltado e encontrado preso no porta-malas do carro. ''Ele apanhou muito no último assalto e acho que dessa vez ele resolveu reagir, por isso foi morto'', disse Santos.
A polícia ainda não apresentou suspeitos para o crime. Sem informações concretas sobre o caso, o Sindicato dos Taxistas de Londrina preferiu não se pronunciar.

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