Curitiba O juiz da 4 Vara Criminal, Telmo Zaions Zainco, autorizou ontem a cremação do corpo da empresária suíça Christine Pinzon Keller, 34 anos. Ela e o namorado, o pintor brasileiro Cristiano Henrique Brandi Camilo, 28 anos, foram vítimas de latrocínio (roubo seguido de morte), no dia 28 de novembro do ano passado, em Curitiba. A cremação aconteceu ontem mesmo, no Crematório Vaticano, em Campina Grande do Sul, na região metropolitana.
De acordo com o advogado do Consulado Geral da Suíça no Brasil, Elias Mattar Assad, as cinzas da empresária serão encaminhadas para a sede do consulado, em São Paulo, que se encarregará do envio para os familiares na Suíça.
O corpo de Christine ficou por mais de um mês no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, mesmo depois de confirmada a identificação. Era necessária autorização judicial para a cremação por se tratar de morte violenta. O primeiro pedido do advogado foi indeferido, pois o MP entendeu que não havia elementos suficientes para concluir que a cremação poderia ser determinada ''sem interferir na prova do caso criminal''.
Anteontem, o MP se manifestou favorável à cremação, considerando que os laudos de necropsia e do exame do local da morte já haviam sido anexados aos autos do processo.
Christine era proprietária de uma agência de publicidade em Zurique, na Suíça. Ela veio ao Brasil com o namorado e os dois acabaram sendo mortos por um amigo de infância de Camilo, Jean Francisco Macedo, 26 anos, que confessou o crime. Ele declarou à polícia que tinha intenção de roubar certa quantia de dinheiro, que seria usada na compra de um apartamento. Macedo, que está preso, disse ainda que obteve a ajuda de Claudio Chaves, que continua foragido.

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