Corpo de professora é exumado para perícia
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quarta-feira, 01 de novembro de 2000
Érika Pelegrino de Londrina 
O corpo da professora de música Maria Estela Pacheco, 35 anos, que morreu em 14 de outubro após cair do 12º andar de um edifício em Londrina, foi exumado na tarde de terça-feira. O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Gilson Garret Algauerafirmou que a exumação foi pedida pelos peritos do Instituto Médico-Legal (IML) e Instituto de Criminalística, mas não soube informar para que.
O inquérito policial está sendo presidido pela delegada Waldete Testone do 1º Distrito Policial, que ontem não estava de serviço. O laudo do Instituto de Criminalística que deveria estar concluído em 15 dias está na dependência, segundo o perito José Denilson Santos, de exames laboratoriais que estão sendo realizados em Curitiba. Ele não quis adiantar nenhuma informação sobre a exumação.
Garret nega que tenha existido segredo em torno da exumação já que foi autorizada pelo juiz da 1ª Vara Criminal, João Luiz Cleve Machado e acompanhada pelo promotor Miguel Sogayar, da mesma Vara. A 1ª Vara Criminal é responsável por processos de crimes contra a vida. Segundo ele, o sigilo em torno do caso é o mesmo garantido por lei a todo inquérito policial.
O delegado-chefe afirma que, em casos de perícia, o sigilo é ainda mais necessário para evitar tumulto. Quanto ao laudo da Criminalística, Denilson Santos afirmou que deve ser concluído assim que os exames laboratoriais estiverem concluídos, provavelmente na próxima semana.
Maria Estela Pacheco estava acompanhada de Mauro Janene da Costa, 34 anos, dono do apartamento no edifício Diplomata, na Rua Paranaguá, centro da cidade, quando caiu da sacada.


