Corpo de preso morto em cadeia será exumado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de abril de 1998
Paulo Ubiratan 
O corpo do preso Dassilvo Aparecido Sposito será exumado. A autorização foi dada ontem pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Londrina, Jurandir Reys Júnior. Sposito foi morto com um tiro na cabeça, em novembro de 1993, na cozinha da antiga cadeia da Cidade, que ficava na Rua Sergipe (área central).
O pedido de exumação foi feito pelo advogado que defende o policial militar Luís Carlos Pedro. O policial é acusado de ter matado o preso.
Na época chegou a ser levantada a hipótese de que o preso teria se matado com o revólver do soldado fazia guarda na cadeia. No entanto, o médico legista Antônio Camata confirmou em um laudo que Sposito foi assassinado.
Luís Carlos disse em seu depoimento que o preso se matou em sua frente ao arrancar-lhe a arma. O motivo do suicídio seria a prisão de Flávio Alarcon, que mesmo cumprindo pena de detenção foi autuado praticando roubo na rua. Alarcon teria dito que Sposito estava na rua com ele na hora do roubo.
Na época da morte de Sposito, os dois presos gozavam de benefícios - como sair à rua para fazer alguns serviços. Os benefícios seriam pagos aos policiais com produtos de roubo.
O Instituto Médico Legal ainda não tem data definida para fazer a exumação do corpo de Sposito.


