Corpo de menor
foi colocado em
caixa de gordura
O garçom Jamir Valentim Vieira, 24 anos, matou o estudante Cleudison Bernardi, 14 anos, no dia 10 de junho de 1996 no quarto onde morava, nos fundos da Churrascaria Querência, em Sarandi (7 km de Maringá). Ele atraiu Cleudison até o quarto com o pretexto de conhecer noções de informática e com um fio de cobre estrangulou o estudante.
O corpo foi colocado em uma caixa de gordura, no corredor de acesso ao quarto. No dia seguinte, Vieira telefonou para o restaurante, que pertence à família do estudante, de um orelhão na rodoviária de Maringá. Foi atendido por uma tia de Cleudison e disse que o adolescente estava sequestrado. Pediu resgate de R$ 120 mil.
Cinco dias depois, preocupado com o mau cheiro exalado da caixa de gordura, Vieira levou o corpo de Cleudison até a churrasqueira. Durante quatro horas ele destruiu totalmente o corpo do estudante com um maçarico a gás. As cinzas foram jogadas em uma horta nos fundos da churrascaria, a menos de 20 metros da casa onde Cleudison morava. No dia 17 de junho, fez novo contato por telefone com a família, reforçando o pedido de resgate. Como amigo da família, ele sabia de quase todos os passos da polícia, inclusive que o telefone da casa de Cleudison estava grampeado.
Um dia depois, convocado a depor Vieira despertou a atenção do delegado de Sarandi, José Aparecido Jacovós. Ele estava nervoso e tinha dentro da carteira o número do último telefone usado para fazer o contato da véspera com a família. Antes de chegar na Delegacia de Maringá, onde os trabalhos estavam concentrados, Vieira confessou o crime. A polícia chegou a dúvidar de alguns detalhes, entre eles o da destruição do corpo na churrasqueira.
Mas a versão do criminoso foi confirmada pela polícia técnica, que recolheu fragmentos de ossos, um aparelho ortodôntico e um botão da calça do estudante no local onde Vieira disse ter jogado as cinzas. (Marcos Zanatta)

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