Foi localizado ontem, às 9h30, o corpo do adolescente de 13 anos que desapareceu em uma represa localizada atrás do Parque Governador Ney Braga, zona oeste de Londrina, na tarde de segunda-feira. A vítima, identificada como Guilherme de Almeida, pode ter morrido após se afogar. Ele era morador do Jardim Ana Rosa, em Cambé (Região Metropolitana de Londrina), e tinha ido para o local pescar junto com três amigos.
O adolescente foi encontrado por uma equipe do Corpo de Bombeiros a aproximadamente três metros da margem da represa, e a apenas cinco metros do local de onde teria se afogado. Os bombeiros levaram pouco mais de uma hora para localizá-lo.
Segundo um jovem de 14 anos que estava com a vítima na represa, todos pescavam no local quando Guilherme resolveu pular na água. "Ele jogou um pedaço de madeira no meio do lago e disse que iria buscar. De repente, vimos ele se afogando e um amigo nosso foi tentar salvá-lo", relembra o garoto, afirmando que nada pôde ser feito para salvá-lo. "Aí fomos correndo para casa avisar a família do Guilherme", acrescentou o amigo, que também é morador do Jardim Ana Rosa.
Familiares e vizinhos da vítima acompanharam a operação de resgate. Silvana de Almeida, mãe do garoto, chegou a desmaiar ao ver o corpo. A tia do menino, Suzane de Almeida, explicou que diariamente o jovem participava de um projeto social no bairro onde morava, no período da tarde, e não contou à família que iria para a represa. "Ele não sabia nadar. Há alguns meses ele tinha vindo para esse lugar e nós conversamos para que não fizesse mais isso. Mas, infelizmente, meu sobrinho voltou e aconteceu isso", lamentou a tia, acrescentando que o adolescente morava com mais três irmãos menores na casa da avó, pois a mãe trabalha em Campinas (SP).
Após serem acionados no final da tarde de segunda, bombeiros realizaram uma vistoria no local. Porém, por causa da falta de iluminação, retornaram na manhã de ontem para iniciar as buscas. "Os bombeiros não conseguem enxergar por debaixo d'água devido à cor da água e usam as mãos em contato com o fundo do lago", detalhou o tenente Rafael Costa, do Corpo de Bombeiros, explicando o processo de busca.
O perito do Instituto de Criminalística, Rafael Greve, colheu os primeiros registros às margens da represa. Os braços da vítima estavam para trás quando ela foi retirada da água. "Mas o corpo não tinha lesões e nem sinais de violência. Verificamos que saiu líquido das vias aéreas do corpo, que podem indicar que havia água no pulmão", relatou Greve, acreditando preliminarmente que a morte tenha sido por afogamento. No entanto, de acordo com ele, só os resultados do Instituto Médico Legal de Londrina (IML) que apontaram com exatidão as causas do óbito.

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