Cumprindo solicitação do delegado distrital João Batista Pinto, o Instituto Médico-Legal (IML) de Apucarana providenciou ontem, às 16 horas, a exumação do corpo de Geovani Augusto de Oliveira do Nascimento, de 5 meses de idade, que havia sido sepultado no dia 22. O exame do médico legista Narciso Marques Moure constatou que a criança morreu por aspiração de resíduos alimentares, que provocou o bloqueio das vias respiratórias.
A exumação, visando a realização de um laudo de necrópsia, foi requisitada a partir de denúncia formulada pela mãe da criança, Kathia Gonçalves Oliveira de Jesus. Ela suspeitava que uma farmácia de Apucarana teria entregue errado um remédio de uso oral, que foi dado à criança como laxante.
O laudo do IML fica pronto somente nesta quinta-feira, mas ontem mesmo o médico legista revelou que não há qualquer dúvida nas conclusões já obtidas em relação à causa da morte do bebê. ‘‘Ao verificar as vias respiratórias e a traquéia, foi possível constatar a existência de restos alimentares’’, informou Moure. Ele lembrou que recentemente houve outro caso semelhante com uma criança de Jandaia do Sul. Informado extra-oficialmente do resultado do exame, o delegado João Batista Pinto disse ontem que ainda não decidiu se irá instaurar inquérito policial. ‘‘A exumação e o resultado da necrópsia serviram para comprovar que não existe qualquer relação entre o remédio entregue pela farmácia e a causa da morte da criança’’, avaliou ele.

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