Curitiba - O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) encerrou ontem as investigações do caso de Bruna Alves, de dois anos, desaparecida desde o dia 27 de agosto. O corpo dela foi encontrado boiando na noite de sexta-feira dentro de um córrego do Rio Iguaçu, no bairro do Uberaba. De acordo com as informações policiais, um grupo de crianças que brincava próximo ao local foi quem alertou os moradores da região e chamou a polícia. De acordo com um dos investigadores do Sicride, que pediu para não ser identificado na reportagem, a menina não tinha sinais aparentes de violência e estava vestindo a mesma roupa do dia em que sumiu do quintal da casa onde morava.
A delegacia de homicídios agora vai investigar a morte da menina. Pouco antes de desaparecer, Bruna brincava com o tio de 12 anos e o padrasto José Aleixo, de 26 anos, no quintal de casa, uma área de invasão na periferia de Curitiba. O portão estava fechado. A mãe, Susamar Alves, de 22 anos, estava cuidando do filho recém-nascido. Os vizinhos não ouviram nem viram nada mas os familiares acreditam que quem retirou a menina do quintal era conhecido de Bruna. Ela não gritou nem fez barulho ao sair de casa.
O tio e o padrasto de Bruna alegaram que teriam deixado a menina brincando no quintal por alguns minutos e quando voltaram ela não estaria mais lá. Uma das vizinhas garantiu ter visto Bruna na companhia de um adolescente. Outra pessoa, contou que viu a menina na companhia de uma mulher em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Um retrato falado da possível sequestradora chegou a ser divulgado pelo Sicride e cartazes com a foto de Bruna foram distribuídos pelas principais ruas de cidade.

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