Corpo de criança é encontrado em mala
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de novembro de 2008
Carolina Gabardo Belo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Quando desapareceu na volta da escola na última segunda-feira, Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, de 9 anos, carregava na mochila o troféu que ganhou pelo primeiro lugar em um concurso de redação promovido pela Biblioteca Pública do Paraná. A menina conquistou o prêmio ao abordar o tema A família conta cada coisa....
Rachel estudava no Instituto de Educação do Paraná, no centro de Curitiba, e foi vista pela última vez por volta das 17h30 a caminho da Praça Rui Barbosa, onde sozinha pegava o ônibus em direção à Vila Guaíra, bairro em que morava com a mãe. Filha de pais separados, era a única filha do casal e não tinha irmãos.
A mãe de Rachel, Maria Cristina Lobo Oliveira Genogre, estranhou a demora da menina na volta da escola. Depois de quase duas horas de espera, entrou em contato com a polícia. Desde então, o caso foi acompanhado pelo Serviço de Investigação de Criança Desaparecida (Sicride).
Na madrugada de ontem, por volta da 1 hora da manhã, uma família de Ortigueira (113 km ao sul de Apucarana), que utilizava a Rodoferroviária de Curitiba para dormir e se acomodava abaixo de uma das escadas do local, encontrou junto a seus pertences uma mala. Quando a família tentou afastar o objeto de perto de sua bagagem, achou a mala mais pesada que o convencional e chamou os fiscais da Rodoviária. Ao
abrirem a mala, encontraram o corpo da menina.
O corpo de Rachel estava enrolado em uma sacola plástica e em um lençol verde. A menina vestia apenas a camiseta do uniforme e apresentava sinais de estrangulamento e violência sexual. Não podemos descartar nada, nenhuma hipótese, afirmou o delegado Naylor Robert de Lima, da Delegacia de Homicídios, que atendeu a imprensa.
O caso está sendo acompanhado pela delegada Daniele Ceriguelli. Durante as investigações serão analisadas as fitas do circuito de segurança da Rodoviária, das imediações da Praça Rui Barbosa e também os relacionamentos de Rachel pela internet.
A família da menina está chocada com a situação. Foi uma monstruosidade, disse Lidiane Souza, 25, amiga da família há mais de 10 anos. Ela afirma que não há suspeitas de quem matou Rachel e que os pais da garota uma professora e um estagiário da área de secretariado executivo não tinham inimizades. São pessoas calmas, inteligentes, afirmou.
O corpo está sendo
velado na capela da Igreja
de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, no Bairro Bacacheri. Até o fechamento desta edição não havia definição sobre o horário
e local do enterro.


