James Alberti
De Curitiba
Shows só voltam a acontecer no local depois que a Prefeitura de Curitiba refizer área de saída para os frequentadores
A Pedreira Paulo Leminski não terá novas apresentações até que a Prefeitura de Curitiba faça obras de segurança que são exigidas pelo Corpo de Bombeiros desde novembro de 1998. Desta data em diante, a prefeitura foi notificada três vezes, mas não providênciou as mudanças.
O Corpo de Bombeiros está negando autorizações para shows. A principal alteração deve melhorar a saída em caso de incêndio ou outro incidente. A superintendente de Obras e Serviços da Secretaria do Meio Ambiente, Maria Lúcia Rodrigues, afirmou que as obras devem estar prontas em 15 dias. Para ela, não há interdição porque neste período não estariam marcados eventos na Pedreira.
Maria Lúcia confirmou que a secretaria conhecia há tempos os pedidos dos bombeiros. ‘‘Já havíamos previsto modificações’’, afirmou. A superintendente disse que um estudo com todas as modificações deve ser mandado hoje ao comando do Corpo de Bombeiros para aprovação.
Depois da última notificação, no dia 19 do mês passado, uma reunião de autoridades resultou num documento, encaminhado à Promotoria de Defesa do Consumidor, que pediu a limitação da ocupação da Pedreira para, no máximo, 20 mil pessoas.
Outros pedidos foram o alargamento de entradas e saídas; a retirada de vendedores ambulantes, para facilitar a saída das pessoas; e a interdição da área a partir do dia 30 do mês passado, até a regulamentação das condições de segurança do local, junto ao Corpo de Bombeiros.
Participaram da reunião, a Cosedi, as secretarias de Urbanismo e Meio Ambiente, a Procuradoria Geral do Município, a Fundação Cultural de Curitiba, o Corpo de Bombeiros e a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor.
O tenente-coronel Luís Carlos Keppen, comandante do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Curitiba, afirma que para a saída de emergência de uma média de 20 mil pessoas só há uma passagem de 4 a 6 metros. Esta se bifurca em outras duas, sendo que uma destas possui uma catraca que dificulta o deslocamento das pessoas. ‘‘Ninguém gostaria de interditar o local, pois é um ponto turístico muito conhecido. Mas queremos a segurança das pessoas’’, disse. ‘‘A Pedreira não atende às condições de segurança previstas pela NBR-9077.’’
Além da Pedreira, outros locais de diversão da capital estão na mira do Corpo de Bombeiros. Entre eles, o Estação Plaza Show e os estádios do Coritiba e do Atlético. Conforme o comandante, os três também apresentam riscos em relação à segurança dos frequentadores. O promotor João Henrique Vilela, da Promotoria de Defesa do Consumidor, que analisa o caso da Pedreira, foi procurado pela Folha, mas não foi encontrado.

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