Clodoaldo Aparecido Andrade, 21 anos, foi encontrado morto no início da tarde de ontem no campo de futebol do patrimônio Heimtal, na zona norte de Londrina. O corpo apresentava duas perfurações por tiro na cabeça. Nas proximidades foi encontrada uma cápsula de revólver calibre 38, mas a arma não foi localizada.
Moradores próximos ao campo de futebol disseram que ouviram dois disparos na madrugada de domingo. Segundo o delegado do 5º Distrito Policial, Edson Casagrande, o tiro teria entrado pela lado direito da cabeça e saído pelo lado esquerdo.
A duzentos metros do corpo a polícia encontrou os documentos pessoais da vítima, espalhados: carteira de habilitação, documentos de uma motocicleta e o número de um telefone celular que está sendo investigado. Para o delegado Edson Casagrande, existe a possibilidade de latrocínio (matar para roubar) ou vingança.
Os documentos espalhados pelo chão serviriam para mascarar uma luta corporal entre Andrade e seu assassino. Edson Casagrande afirmou que uma mulher está sendo investigada como possível pivô do crime.
Trata-se de F.R.S., 20 anos. A suspeita se deve pela coincidência de horário e local em que ela sofreu um atentado a tiros e ficou ferida levemente no abdômen. A moça reside em um conjunto residencial nas proximidades do campo de futebol onde foi encontrado o corpo de Andrade.
Conforme registro no boletim de ocorrência da 10ª Subdivisão Policial (SDP), ela disse que teria sido ameaçada de estupro por um homem. Ele teria encostado o revólver em sua cabeça e prometido se matar após praticar o ato. A moça contou que conseguiu fugir quando o homem tirava a roupa. Mas no momento em fugia o estuprador teria atirado contra ela.
Pela descrição do agressor feita pela moça, nada bate com o tipo físico de Andrade. Consta no registro da 10ª SDP que o homem que teria tentado estuprá-la estava com a perna direita engessada. O delegado Edson Casagrande prometeu ouvir hoje F.R.S.. ‘‘Esta moça poderá nos abrir o caminho para chegar ao criminoso de Andrade’’, afirmou o delegado. Ontem, a Folha procurou a vítima, mas ela não quis falar sobre o crime.

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