Coronel estranha PM desconhecer venda ilegal de armas
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segunda-feira, 15 de abril de 2002
Maranúbia Barbosa Reportagem Local 
Os policiais militares (PMs) que conhecem os pontos de venda de armas clandestinas no centro de Londrina e não agem de acordo com a lei estão, no mínimo, cometendo crime de prevaricação. A afirmação é do comandante-geral da PM no Estado, coronel Gilberto Foltran, comentando reportagem da Folha, publicada domingo, sobre o fácil acesso ao comércio irregular de armas de fogo em plena luz do dia. O juiz da 1ª Vara Criminal de Londrina, João Luiz Cleve Machado, estimou que podem estar circulando 120 mil armas ilegais na cidade.
Segundo Foltran, é estranho que o fato criminoso esteja se passando sem o conhecimento da polícia. É um absurdo que isso aconteça, em qualquer que seja a cidade. A PM tem a obrigação de prender. Ele disse que apesar dos números do juiz serem apenas uma projeção, o número deve ser mesmo grande. Segundo ele, para desarmar os marginais seria necessário uma operação conjunta com a Polícia Civil.
Em relação aos índices crescentes de criminalidade, Foltran afirmou que o 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina trabalha com o contingente de homens que dispõe. Apesar disso, ele não admite que se aceite o aumento do crime como um fato normal. Um efetivo maior seria o ideal, mas disse que o 5º BPM trabalha para render o máximo possível.
O comandante do 5º Batalhão, tenente-coronel Rubens Guimarães, afirmou que os PMs não sabem os locais onde são vendidas armas clandestinas. As apreeensões estão sendo feitas, na medida em que os marginais são presos. As armas que circulam na surdina, segundo ele, podem estar sendo escondidas em locais estratégicos. Ele acha que a melhor solução para se desarmar os criminosos continua sendo a abordagem nas ruas, mesmo que isso não seja muito bem visto pela população.


