Coronel admite ação enérgica da PM
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quarta-feira, 09 de maio de 2001
Érika PelegrinoDe Londrina 
Comandante do 5º Batalhão afirma que a polícia está agindo duro para combater a criminalidade em Londrina, mas nega denúncias de violência contra inocentes
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina, tenente-coronel Robenson Máximo Finn diz desconhecer casos de violência praticada contra civis por policiais militares. Em entrevista para a Folha ontem, ele afirmou que a PM está agindo de forma ostensiva e enérgica para coibir a criminalidade em Londrina, mas disse não ter recebido denúncias formalizadas de pessoas inocentes que tenham sido agredidas por policiais.
Há alguns dias a imprensa vem noticiando que em 40 dias foram registrados, em Londrina e região, pelo menos cinco casos de violência envolvendo a PM. Ao ser questionado se a abordagem mais enérgica não está se estendendo para a população em geral, o comandante disse que todas as ações dos policiais estão sendo fiscalizadas.
Ele afirmou que nos últimos 40 dias abriu seis inquéritos policiais em casos de que há indícios de crime praticado por PMs e três sindicâncias.
O comandante insistiu durante a entrevista que toda abordagem mais contundente dos policiais é feita a pessoas que estão à margem da lei. Mas admitiu que está recorrendo ao CDH, OAB, Ministério Público para que ajudem em trabalhos de conscientização e mudança de comportamento dos policiais na abordagem das pessoas.
Queremos que os policiais sintam que a comunidade está do lado deles, afirmou. Hoje, Máximo Finn, reúne-se com CDH, OAB e Igreja Católica. A reunião foi solicitada pelo CDH. Ao ser questionado sobre quais seriam as causas dos possíveis atos de violência cometido por policiais, ele afirmou que a população não tem respeitado a autoridade da polícia e tem reagido às abordagens. A reação é de acordo com a ação, disse.
Máximo Finn justificou que para garantir a segurança da cidade e combater a ação de criminosos, o número de abordagens aumentou. E as pessoas não estão acostumadas a ser abordadas, disse. A estratégia de agir de forma ostensiva contra a criminalidade, na opinião do comandante, já teve resultados. Este ano não houve nenhum assalto a banco em Londrina. Em Maringá teve oito.
Através de denúncias anônimas à Folha, policiais revelaram que a violência praticada pela PM aumentou devido ao desgaste físico e mental provocados principalmente por horas seguidas de trabalho e baixos salários.
O comandante disse que a jornada de trabalho de 44 horas é respeitada e que nenhum policial trabalha a mais. Quanto às denúncias de corrupção dentro do quartel, Máximo Finn disse que denúncias anônimas são feitas por mentirosos e covardes. Quem faz este tipo de denúncia tem que provar. Se eu descubro quem fez isto, ele terá que responder criminalmente.


