Comandante do 5º Batalhão afirma que a polícia está agindo duro para combater a criminalidade em Londrina, mas nega denúncias de violência contra inocentes
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina, tenente-coronel Robenson Máximo Finn diz desconhecer casos de violência praticada contra civis por policiais militares. Em entrevista para a Folha ontem, ele afirmou que a PM está agindo de forma ‘‘ostensiva e enérgica’’ para coibir a criminalidade em Londrina, mas disse não ter recebido denúncias formalizadas de pessoas inocentes que tenham sido agredidas por policiais.
Há alguns dias a imprensa vem noticiando que em 40 dias foram registrados, em Londrina e região, pelo menos cinco casos de violência envolvendo a PM. Ao ser questionado se a abordagem mais ‘‘enérgica’’ não está se estendendo para a população em geral, o comandante disse que todas as ações dos policiais estão sendo fiscalizadas.
Ele afirmou que nos últimos 40 dias abriu seis inquéritos policiais – em casos de que há indícios de crime praticado por PMs – e três sindicâncias.
O comandante insistiu durante a entrevista que toda abordagem mais contundente dos policiais é feita a ‘‘pessoas que estão à margem da lei’’. Mas admitiu que está recorrendo ao CDH, OAB, Ministério Público para que ajudem em trabalhos de ‘‘conscientização e mudança de comportamento’’ dos policiais na abordagem das pessoas.
‘‘Queremos que os policiais sintam que a comunidade está do lado deles’’, afirmou. Hoje, Máximo Finn, reúne-se com CDH, OAB e Igreja Católica. A reunião foi solicitada pelo CDH. Ao ser questionado sobre quais seriam as causas dos possíveis atos de violência cometido por policiais, ele afirmou que a população não tem respeitado a autoridade da polícia e tem reagido às abordagens. ‘‘A reação é de acordo com a ação’’, disse.
Máximo Finn justificou que para garantir a segurança da cidade e combater a ação de criminosos, o número de abordagens aumentou. ‘‘E as pessoas não estão acostumadas a ser abordadas’’, disse. A estratégia de agir de forma ‘‘ostensiva’’ contra a criminalidade, na opinião do comandante, já teve resultados. ‘‘Este ano não houve nenhum assalto a banco em Londrina. Em Maringá teve oito’’.
Através de denúncias anônimas à Folha, policiais revelaram que a violência praticada pela PM aumentou devido ao desgaste físico e mental provocados principalmente por horas seguidas de trabalho e baixos salários.
O comandante disse que a jornada de trabalho de 44 horas é respeitada e que nenhum policial trabalha a mais. Quanto às denúncias de corrupção dentro do quartel, Máximo Finn disse que denúncias anônimas são feitas por ‘‘mentirosos e covardes’’. ‘‘Quem faz este tipo de denúncia tem que provar. Se eu descubro quem fez isto, ele terá que responder criminalmente.’’

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