Coroados ganha prazo para debater aterro
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de maio de 2004
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Os moradores da Colônia Coroados, na Zona Sul de Londrina, ganharam prazo maior para apresentar contestação ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) sobre a possível implantação do novo aterro sanitário na região. A nova data limite é 28 de maio, um mês após a reunião pública entre proprietários e representantes do IAP e da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Após o recebimento, o IAP deve preparar um parecer técnico sobre o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (EIA-RIMA).
Um abaixo-assinado contra o aterro também será encaminhado ao órgão. Segundo a jornalista Suzana Maria Rockembach, integrante do Conselho Municipal do Meio Ambiente e dona de uma propriedade na região, o documento vai pedir que o IAP retome o estudo das 27 áreas prévias selecionadas. ''O processo está sendo muito atropelado, pouco discutido com a comunidade'', opinou Suzana.
Outro objetivo dos proprietários da área da Colônia Coroados é que a audiência pública seja realizada após técnicos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) analisarem o EIA RIMA das áreas cogitadas para receber o aterro. Segundo Suzana, 60 famílias que moram próximo ao local seriam diretamente prejudicadas com a implantação na área.
O adiamento do prazo foi intermediado pelo vereador Maurício Barros (PT), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal. ''O pessoal tem dificuldade em propor medidas porque é uma questão técnica'', justificou. Ele considerou a realização das reuniões ampliadas com as comunidades um ''processo interessante.'' ''Entendo que as comunidades não queiram o aterro perto de sua moradia, mas a cidade precisa do aterro'', salientou.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, admitiu que, com a análise do relatório dos moradores, a implantação no local pode até ser descartada. Ele disse também que a biorremediação, alternativa apresentada anteontem na Câmara, ''também tem problemas como a impossibilidade de eliminar o vidro e o risco de contaminação de pilhas de celular e rádio''.
A reportagem tentou entrar em contato com Elinton Bembem, da área de fiscalização e licenciamento do IAP, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.


