Com previsão de se tornar o segundo maior empreendimento do gênero no Paraná, o aterro sanitário de Cornélio Procópio começa a operar até o final do ano. A informação foi dada pelo prefeito Amin José Hannouche (sem partido), em visita à Folha. A primeira fase da obra custou mais de R$1 milhão e deve garantir o funcionamento do aterro por cerca de três anos. Outros R$4 milhões estão previstos para ser investidos nos próximos anos.
Município de aproximadamente 50 mil habitantes, Cornélio quer voltar a ser modelo de gestão de resíduos. Em 1985, a cidade foi pioneira no País com a Usina de Reciclagem e Compostagem de Lixo. Segundo Hannouche, a preocupação atual é retirar o aterro e a usina do perímetro urbano, onde criam problemas ambientais e de saúde pública. ''O novo aterro está localizado a 11 km da cidade. A desativação do antigo também viabiliza a instalação de um moinho de São Paulo, que aguarda há 10 anos a chance de vir para Cornélio.''
O moinho já possui uma área de 12 alqueires no município, mas a presença do antigo aterro - vizinho ao terreno - era incompatível com os trabalhos de uma indústria alimentícia. Hannouche disse que conversou recentemente com os empresários paulistas e está otimista quanto à construção do moinho, que pode gerar até 400 empregos. Hoje, de acordo com o prefeito, um dos principais problemas de Cornélio é justamente o desemprego. ''Na verdade, é uma dificuldade nacional. Não temos mais tanta preocupação com crescimento demográfico, mas com a qualidade de vida - e ela está atrelada ao emprego.''
Para atrair empresários e gerar postos de trabalho, o Município aposta na Educação Superior. Um dos orgulhos dos procopenses é abrigar a primeira Universidade Federal Tecnológica do País, status conquistado pelo antigo Cefet. A Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Cornélio Procópio (Faficop) também se prepara para integrar a Universidade Estadual Norte do Paraná (UENP), junto com Jacarezinho e Bandeirantes. A cidade tem ainda duas faculdades particulares. ''As empresas que querem vir para o Paraná procuram mão-de-obra qualificada. E o pólo universitário de Cornélio oferece isso.''
Ele anunciou também, para os próximos meses, a inauguração da nova cadeia e do novo Fórum. A prisão consiste em 144 celas modulares e permitirá a desativação da cadeia pública. Ela deverá ser utilizada a partir de outubro. Já o Fórum está sendo construído em parceria com o Tribunal de Justiça (TJ). ''Não era uma obrigação do Município, mas resolvemos nos empenhar porque a obra estava programada para ser feita somente daqui a 10 anos, pelo cronograma do Judiciário'', justificou. A obra deve ser entregue até dezembro.

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