Cornélio Procópio é modelo em gestão de saneamento
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de maio de 1999
Luciane Tonon 
Considerado modelo em gestão de saneamento básico pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, o município de Cornélio Procópio, no Norte do Estado, está recebendo investimento de R$ 1,2 milhão em obras de ampliação da rede de esgoto.
Iniciadas em outubro do ano passado e com a conclusão prevista para o final de julho deste ano, as obras vão elevar de 67% para 90% o atendimento no setor. O investimento prevê a construção e o funcionamento de três estações de tratamento.
Os bairro beneficiados são o Conjunto Vitor Dantas, Vitorelli, Jardim Progresso, Vila Santa Terezinha, Vila Moreira e Vila Independência. Estamos prevendo um aumento de 1,8 mil ligações que poderão atender mais sete mil habitantes, explicou o gerente regional da Sanepar Milton Borghi.
Quanto à captação e abastecimento de água tratada, 99% da população de Cornélio Procópio já são beneficiadas.
Já em Arapongas, também no Norte do Paraná, parte dos investimentos visa corrigir um déficit na captação e tratamento de água, conforme afirma o gerente da unidade regional da Sanepar, Sérgio Lovato: Estamos corrigindo o déficit que a produção demanda e vamos ficar com uma pequena folga de crescimento de 5% ao ano com novas ligações, informa.
Em números, esse percentual significa a ampliação da estação de tratamento de água dos atuais 600 litros por segundo para 970 litros por segundo. O investimento necessário é de R$ 1,2 milhão.
Lovato informou, porém, que está também em andamento um projeto global para reestudar todo sistema de água do município.
Arapongas conta ainda com um obra de esgoto com investimento de R$ 12 milhões, que será capaz de até o ano 2000 atender 50% da população.
Atualmente, o percentual é baixo: apenas 8,61% dos moradores do município são atendidos com rede de esgoto.
Rolândia também é beneficiada com investimentos da Companhia de Saneamento do Paraná. Mas a obra de esgoto, com custo de R$ 6,5 milhões, foi entregue recentemente e atende hoje a apenas 2% da população.
A previsão, segundo Lovato, é de estender o atendimento para 40% até o ano 2000. Também estamos em fase de elaboração de projetos para atender demanda futura de abastecimento de água em Rolândia, informa.


