Cornélio lança concurso para revitalizar barracão do IBC
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terça-feira, 09 de abril de 2019
Vitor Ogawa - Grupo Folha 

Em Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), a solução encontrada para revitalizar o antigo barracão do IBC foi o lançamento de um concurso de ideias. A UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) obteve, em 2015, a cessão de uso das estruturas por um período de 20 anos. A ideia inicial era revitalizar o local com investimentos federais e lançar novos cursos, como engenharias civil, mecânica e logística. No entanto nada disso foi possível.
“Em função da diminuição de investimentos, o Ministério da Educação não autorizou o aporte de recursos, sinalizando que não haveria condições de avançar nessa ideia. Como a UTFPR é um órgão público federal não pode investir recursos em um imóvel que não é dela. Foi quando surgiu a ideia de realizar, em parceria com a prefeitura, um concurso para projetos de revitalização do nosso IBC”, explica o diretor-geral do campus procopense da instituição, Márcio Jacometti.
“O resultado deve ser anunciado ainda em abril e uma vez que os vencedores forem anunciados a ideia é criar um grande projeto que possa fazer um consórcio de entidades com interesse em reestruturar e fazer a gestão desse espaço”, explica Jacometti.
O concurso possibilita que possam ser usadas todas as ideias ou mesmo parte delas para tornar o espaço do IBC um local propício para a criação de startups e outras empresas inovadoras, que contribuam para o desenvolvimento do município e da região. Serão distribuídos R$ 34 mil em prêmios entre os dez primeiros colocados.
“O barracão foi fechado em 1975. O local não ficou abandonado e está bem funcional. Durante um tempo a Companhia de Café Iguaçu alugou o espaço para armazenar os seus produtos e quando a UTFPR assumiu o barracão, ficou responsável por realizar a manutenção periódica”, explica o presidente da comissão do concurso e secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Celso Wanderlei Marin. Ele acompanhou a reportagem em uma visita ao local, que está praticamente vazio. O único objeto presente é a máquina padronizadora, que segundo o secretário, ainda funciona.



