O diretor de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, negou neste sábado que o futuro estádio do Corinthians, na região de Itaquera, zona lesta de São Paulo, vá receber o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, torcedor declarado do time. "Nem ele aceitaria um absurdo desses. Aqui não se faz politicagem", afirmou Rosenberg, em entrevista concedida durante a festa de comemoração dos 101 anos de fundação do clube. Segundo ele, o nome do estádio ainda não foi escolhido. "Mas vai ter um nome e será muito caro", disse.

Rosenberg disse que o clube recebeu várias propostas de empresas interessadas em batizar o estádio e está avaliando as ofertas. "Temos falado com vários interessados e vamos trabalhar com cuidado. Em negociação, quem tem pressa sai perdendo", afirmou.

Rosenberg negou que o estádio do Corinthians será concluído com recursos públicos. "Ajuda do BNDES, não houve nenhuma. Existe uma linha de financiamento para o empréstimo que o Corinthians vai pegar e pagar totalmente. Isso cobre integralmente o custo total da obra do estádio", afirmou.

O dirigente ressaltou, porém, que os aditivos ao contrato do estádio, para torná-lo apto a receber jogos da Copa do Mundo, devem ter seus custos compartilhados entre o Estado e a Prefeitura de São Paulo. "Não era um pleito do corintiano, mas um objetivo legítimo e rentável da sociedade paulistana e do Estado de São Paulo receber jogos da Copa", afirmou. "Consequentemente, que haja uma contribuição do governo para que esse estádio do Corinthians se transforme num estádio da abertura da Copa, é algo absolutamente legítimo que não privilegia em nada o Corinthians e que traz para Itaquera um polo de desenvolvimento extremamente necessário para a região mais intensamente habitada e com menos renda per capita de São Paulo", afirmou.

De acordo com Rosenberg, o banco que fará o repasse dos recursos emprestados pelo BNDES ao Corinthians será definido até o fim do ano.

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