Cores e formas natalinas na Zona Sul
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
Montar o pinheirinho e colocar uma guirlanda na porta. Para muitas famílias a decoração natalina resume-se a isso. Não na casa de Lourdes Machado Fuzzo, chamada carinhosamente de ''Casa do Papai Noel'' pela vizinhança. Localizada no Conjunto Vivendas do Arvoredo (Zona Sul de Londrina), a residência está adornada interna e externamente com papais nóeis, renas, anjos, bonecos de neve, velas, pinhas, caixas de presente. No jardim, um moderno Papai Noel sentado em uma moto e um boneco de neve infláveis chamam a atenção pela grandiosidade e colorido. Três árvores brancas, em diferentes tamanhos, encantam os olhos com lâmpadas que trocam de cor a cada nova música. Sobre a grama, duas estruturas metálicas em formato de rena exibem cores e movimento. Nenhum detalhe passa despercebido. Telhado, portões, pilares, beiral... tudo ganhou as cores e formas natalinas.
No interior da residência contam-se pelo menos 15 papais noéis - tocando saxofone, dançando e até andando de patinete. Em uma mesa de centro, coleções de presépios, inclusive um trazido do México. Lourdes afirma que sempre gostou de esperar o Natal com a casa enfeitada. ''Quando morava em Centenário do Sul (Norte) não tinha muitos recursos, mas simulava a neve com algodão e cortava tirinhas bem finas de papel celofane para decorar a árvore'', relembra. Agora, a maioria dos enfeites vem dos Estados Unidos, país no qual está radicada desde 1991. ''Aproveito as liquidações. Sou louca por decoração natalina'', confessa.
Com quase três metros de altura, a árvore no centro da sala possui luzes douradas e toca música. Os enfeites são os mais variados - vela, caixinha de presente, anjo, mini noéis, estrela, urso polar. ''O pinheirinho natural que tínhamos antes chegou a despencar de tanto penduricalho. Quando vi esta na loja não aguentei - era a maior à venda'', revela. Lourdes ainda aguarda a chegada de dois papais noéis de cristal que foram despachados por navio em setembro. À sobrinha, que está nos Estados Unidos, encomendou dois anjos para decorar o portão da residência. ''Meu filho não quis colocar os antigos este ano porque algumas lâmpadas queimaram'', conta.
Como se não bastasse, a cuidadora de idosos possui caixas fechadas de enfeites que nem sequer foram utilizados. ''Sempre prometo não comprar. Mas quando vejo já estou com uma sacolinha'', entrega. Na maioria das vezes Lourdes conta com o apoio e a paciência do filho e de uma amiga para decorar a casa. Em janeiro, os enfeites, embalados em plástico-bola, voltam cuidadosamente para caixas lacradas e identificadas.
As luzes são ligadas todas as noites, até as 23 horas, e atraem os olhares de crianças e adultos, que também fazem questão de visitar o interior da residência. ''A vizinhança fica contente quando chego porque sabem que a casa será enfeitada. Sinto-me recompensada porque todos desfrutam desta magia'', observa.


