Cordeiro, testemunha de defesa, confirma álibi de Celina Abagge
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sexta-feira, 17 de abril de 1998
Cristine Pieske 
O comerciante Nélson Cordeiro, primeira testemunha da defesa a ser ouvida no Fórum de São José dos Pinhais, confirmou ontem no seu depoimento o álibi apresentado por Celina Abagge para a noite de 7 de abril de 1992, data provável da morte do menino Evandro Ramos Caetano. Cordeiro, também conhecido em Guaratuba como Nélson Bode, confirmou que Celina e o então prefeito Aldo Abagge estiveram na sua festa de aniversário a partir das 21 horas. Ele não se recordou de detalhes da roupa utilizada por Celina, nem do horário exato em que foi servida a comida.
Cordeiro, que é dono do posto de gasolina no qual a família Abagge costumava abastecer seus carros, não soube explicar porque uma nota fiscal em nome de Celina foi emitida na data em que ela estaria em Curitiba. Também houve dúvidas sobre outra nota, preenchida em nome de Celina no dia em que ela afirma ter viajado para Curitiba para ir ao dentista. No seu depoimento, Celina disse ter vindo a Curitiba na caminhonete F-1000 da família. Na nota do posto, no entanto, o carro abastecido, segundo a nota, foi uma Belina.
Depois de Cordeiro, foi interrogada ontem foi a testemunha da defesa Margarete Costa, que afirmou conhecer Beatriz e o pai-de-santo Osvaldo Marcineiro. Margarete confirmou que esteve na casa do menino Evandro na noite de seu desaparecimento na companhia de Beatriz, Marcineiro, Vicente de Paula e Davi Soares. Segundo ela, que confirmou a versão de Beatriz, eles estiveram lá para fazer oferendas e orar para que o garoto fosse encontrado. Ainda faltam ser interrogadas outras 15 testemunhas da defesa.


