Me­da­lhis­ta olím­pi­co e do­no de uma tra­je­tó­ria vi­to­rio­sa que in­clui a su­pe­ra­ção da per­da de uma per­na em um aci­den­te, o re­tor­no às com­pe­ti­ções e uma ex­ten­sa co­le­ção de me­da­lhas con­quis­ta­das de­pois do trá­gi­co epi­só­dio, o ve­le­ja­dor ­Lars ­Grael de­mons­trou, em Lon­dri­na, que tam­bém pos­sui um co­ra­ção so­li­dá­rio. Ele vi­si­tou na se­ma­na pas­sa­da um pe­que­no pa­cien­te do Hos­pi­tal Uni­ver­si­tá­rio (HU) que, ví­ti­ma da leu­ce­mia, tam­bém te­ve uma per­na am­pu­ta­da por cau­sa de uma in­fec­ção cau­sa­da pe­la bai­xa imu­ni­da­de.
  A pre­sen­ça do atle­ta na ins­ti­tui­ção foi qua­se um aca­so. Em Lon­dri­na pa­ra pro­fe­rir uma pa­les­tra, ele foi ques­tio­na­do pe­la pe­dia­tra Luí­sa Ka­zu­ko Mo­ri­ya, que aten­de o ga­ro­to Dou­glas Al­ves, so­bre co­mo con­tar a uma crian­ça de 12 ­anos a res­pei­to da am­pu­ta­ção. Ao sa­ber da his­tó­ria, ­Grael ofe­re­ceu-se pa­ra vi­si­tar o me­ni­no e con­tar-lhe a pró­pria his­tó­ria.
  ‘‘Sem­pre me sin­to gra­ti­fi­ca­do em po­der re­tri­buir às pes­soas que pas­sam por si­tua­ções trau­má­ti­cas o ­apoio que ti­ve quan­do ­precisei’’, dis­se o atle­ta, que per­deu a per­na di­rei­ta há 11 ­anos, en­quan­to com­pe­tia em Vi­tó­ria (ES). Ao vi­si­tar vo­lun­ta­ria­men­te pa­cien­tes que en­fren­tam a mes­ma si­tua­ção, o ve­le­ja­dor es­pe­ra mos­trar que a rein­te­gra­ção à fa­mí­lia, ao tra­ba­lho e aos es­por­tes é pos­sí­vel.
  Com a vi­si­ta, ele tem o ob­je­ti­vo de mo­ti­var não ape­nas o ga­ro­to, mas tam­bém a equi­pe mé­di­ca que, na opi­nião do atle­ta, vai tra­tar o ca­so com ain­da ­mais ca­ri­nho. Pa­ra a dia­ris­ta Apa­re­ci­da dos An­jos Al­ves, mãe de Dou­glas, a pre­sen­ça de ­Grael trou­xe ain­da ­mais co­ra­gem à fa­mí­lia pa­ra en­fren­tar o tra­ta­men­to.

● Velejador brasileiro, titular de duas medalhas de bronze (Jogos Olímpicos de Seul e Atlanta). Em 1998, sofreu um grave acidente que causou a mutilação da perna direita do atleta


● É o câncer das células brancas do sangue, os leucócitos. Esta doença começa na medula óssea (parte interna dos grandes ossos, a ‘fábrica de sangue’’) e se espalha para outras regiões do corpo

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