Coração de Amanda já bate em outra pessoa
Um momento de perda foi transformado em chance de continuidade. O que alivia, pelo menos em parte, a tristeza da tragédia. Outras pessoas carregam consigo o desejo da biológa Amanda Lucas Gimeno. O desejo era ter, ao fim da vida, os órgãos doados, num exemplo de superação, dado pela família da jovem de 22 anos.
Há meses na espera, um homem de 55 anos, de Curitiba, recebeu o coração de Amanda. O fígado estava sendo transplantado no momento em que estas informações chegavam à reportagem, durante entrevista, por telefone, com a coordenadora da Central de Transplantes do Paraná Região Norte, Ogle Bacchi. A receptora, também de Curitiba, tem 65 anos. Os dois rins também foram para a Capital.
O trauma craniano impediu que ela doasse também as córneas. Mas seu desejo foi atendido. E Amanda voltou ainda ontem pela manhã, com a família, para Campinas.
Entre os quatro feridos no desabamento na UEL que continuam hospitalizados em Londrina, apenas o quadro de Claire Clara Jezéquel, de Ribeirão Preto, se agravou. Ela teve uma infecção e os médicos tiveram que ampliar a amputação da perna direita até a metade da coxa. No HU, o estudante João Paulo Basso Alves, 20 anos, de Bandeiras do Sul (MG) se recupera da amputação de parte da perna direita e de politraumatismo. O funcionário da UEL Edson Santana da Silva, 40 anos, que teve fratura no tornezelo direito e Leandro de Oliveira Drumont, 22 anos, de Belo Horizonte, que também fraturou o pé direito, continuavam em estado regular. Já a estudante Carla Bruneri, 19 anos, se recupera de fratura na bacia no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. (Colaborou Luciano Augusto)





