Colombo - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) está respondendo inquérito pela morte das duas pessoas que foram eletrocutadas na segunda-feira pelos fios de um poste que caiu em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com moradores da região, o poste sofreu um abalo na estrutura há três semanas, quando foi atingido por um veículo. Os moradores afirmam que avisaram a Copel diversas vezes sobre o problema, mas a empresa não fez nada.
De acordo com o delegado-adjunto do Alto Maracanã, em Colombo, Messias Antônio da Rosa, a Copel vai responder inquérito por homicídio culposo e omissão. ''Vamos investigar se houve omissão, porque os moradores dizem que chamaram a empresa há tempo'', afirmou. Ele disse que dois funcionários da Copel já prestaram os primeiros esclarecimentos ontem.
De acordo com Edemilson Fagundes, morador da Rua Angelina Cavalli, onde o poste caiu, várias pessoas ligaram para a Copel para reclamar. ''Há algumas semanas um carro bateu bem na base do poste. Acho que a rua inteira ligou para a Copel, porque era óbvio que um poste preso só com os ferros ia cair logo, ainda mais um poste com transformador, que pesa bastante'', relatou.
A polícia confirmou ontem que as pessoas mortas eram Derzi Aparecida da Silva, 32 anos, e Rodrigo Carvalho Colling, 14 anos. Eles foram atingidos pelos fios de alta-tensão do poste, que não aguentou a força do vento e caiu por volta das 15 horas de segunda-feira. A filha de Derzi, Amanda Silvério Cirino, 5 anos, estava no colo da mãe e sobreviveu. Ela foi socorrida por pessoas que passavam na rua, submetida a exames e depois liberada.
A Copel informou, através da assessoria de imprensa, que ainda não vai se pronunciar sobre o caso. A empresa disse que está fazendo uma sindicância interna para apurar os fatos e enquanto isso está prestando auxílio às famílias das vítimas.

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