Copel vai avaliar reivindicações
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de novembro de 1997
Cascavel 
Edson MazzettoExcluídosAssis
Malacarne,
presidente
da Mabesc,
diz que
dos 1,8 mil
cadastrados
pela Copel
na região
de Salto
Caxias,
só 650
pessoas
foram
beneficiadasDiretores da Copel na Usina de Salto Caxias e representantes do Movimento dos Atingidos da Barragem Elétrica de Salto Caxias do Salto Caxias (Mabesc) iniciam amanhã à tarde em Cascavel discussões sobre reivindicações da entidade. A Mabesc realizou protesto anteontem em frente ao canteiro de obras da usina, em Capitão Leônidas Marques (77 quilômetros ao sul de Cascavel), alegando que a Copel excluiu muitos agricultores, comerciantes e outras pessoas dos programas de indenização e reassentamento.
Segundo o presidente da Mabesc, Assis Malacarne, comprador de gado na região, a Copel teria cadastrado cerca de 1,8 mil pessoas para inclusão nos programas, mas apenas 650 receberam benefícios. A companhia informa ter indenizado 1.106 propriedades que serão total ou parcialmente atingidas, e que está reassentando em outros municípios 938 famílias de pequenos agricultores e não-proprietários, além de indenizar outras atividades econômicas que ficarão inviabilizadas com o alagamento previsto para o final de 98.
O gerente do departamento de implementação de Salto Caxias, Valmor Eggert, afirma que há disposição para estudar casos isolados, de pessoas que a Mabesc classifica como excluídas. Eggert admite que possa ter ocorrido alguma falha que deva ser reparada, embora saliente que todo o programa foi exaustivamente discutido com a comunidade da região.
Até aqui, as discussões da Copel eram com a Comissão Regional dos Atingidos por Barragens do Iguaçu, que não tem afinidades com a Mabesc, entidade criada recentemente.
O encontro de amanhã em Cascavel, que será realizado no auditório da empresa Giombelli, é uma demonstração de sensibilidade da empresa, comenta Valmor Eggert. Ele afirma que a maior parte das reivindicações da Mabesc é impossível de ser atendida. Eggert cita o caso de garantir aposentadoria para professores, indenização para comerciantes que moram nas sedes dos municípios e reassentar todos os queiram resultaria em custos que tornariam a própria construção da usina inviável.


