Copel vai analisar pedido de indenização
O Governo do Estado anunciou ontem que vai reativar o Grupo de Estudos Multidisciplinar (GEM) para analisar pedidos de indenização decorrentes da formação do lago da hidrelétrica de Salto Caxias. A notícia foi dada durante reunião entre prefeitos dos municípios banhados pelo lago da usina, representantes do governo e da Copel.
Mas o retorno do GEM veio recheado de ameaças. O secretário chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda, alertou que, caso prevaleça a proposta de compensações sem comprovação legal das perdas, a Copel será obrigada a suspender os investimentos em infra-esturutra social e econômica na região. Citado pela assessoria de comunicação do governo, Taborda acredita que a população terá de arcar com os prejuízos, em favor de alguns poucos (comerciantes).
A reativação do GEM era uma reivindicação feita pelos comerciantes desde abril do ano passado, disse o contador Vilmar Madalosso, do município de Boa Vista da Aparecida. Vilmar está em Curitiba com outros comerciantes da região que pedem para ser incluídos nas listas de indenizações da Copel.
Segundo o contador, os 815 comerciantes cadastrados pela Copel representam uma despesa que não deve chegar a R$ 15 milhões. Ele lembra que 600 famílias reassentadas para outros locais deram um gasto de R$ 300 milhões. Os valores que a Copel está devendo para os comerciantes são insignificantes, disse. Os cinco comerciantes acampados em frente à Assembléia Legislativa entraram ontem no nono dia de greve de fome.
Os comerciantes Paulo Pontes e Izeu Cordoni passaram mal ontem à tarde, não conseguiram vaga para ser internados nos hospitais de Curitiba e retornaram para o acampamento. O vereador Adelmo de Souza (PDT), de Três Barras, continua internado no Hospital Santa Sofia. Ele era um dos manifestantes, teve problemas de saúde na terça-feira, mas já apresentava melhora ontem.





