Na Sanepar, os números da inadimplência são menos expressivos. Mas, em comparação ao ano passado, também é possível observar um aumento no número de devedores: em 95, de janeiro a novembro, a média era de 4%, contra 7% em 96.
O gerente regional da Sanepar, Paulo Kishima, observa porém que o percentual é para contas em até 30 dias após o vencimento. Nesse prazo, a companhia remete avisos de corte e, na grande maioria dos casos, segundo ele, o usuário paga a conta antes de ser penalizado. ‘‘Geralmente o atraso é em função do esquecimento mesmo.’’
No setor de eletricidade, a situação é outra: a inadimplência caiu. Considerando todas as faixas de faturamento e consumidores, os devedores da Copel eram 4,91% em janeiro deste ano. No mês passado, forma apenas 2,65%. O gerente da coordenadoria comercial da Copel, Ivisson Isac Ventura Pinto, acredita que o fato se deve à própria facilidade de o consumidor de Londrina planejar sua conta e orçamento. ‘‘Nós não temos grandes variações climáticas’’, observa. Ou seja: durante o verão, a geladeira acaba consumindo um pouco mais; no inverno, o chuveiro elétrico compensa, deixando a média pouco variável.
Ivisson Ventura explica que para indústrias ou grandes empresas, onde o consumo é maior, a Copel adota um sistema mais rígido na hora da cobrança: o cliente é comunicado sobre possível corte dez dias depois de vencida a conta.
Para os consumidores residenciais, os prazos são maiores. A cobrança da conta atrasada vem somente na fatura do mês posterior. ‘‘Mas tentamos não ser antipáticos’’, destaca Ventura.
Ele explica que, antes de cortar o fornecimento, a Copel apenas desliga o disjuntor na casa do cliente, com selinho informando da necessidade do pagamento. Assim, o próprio consumidor poderá fazer a religação depois de quitar a dívida.
O gerente da Copel informa ainda que a média de cortes em Londrina, no caso dos consumidores normais, chega a 150 por dia, ou 3.500 por mês. Isso para um universo de 130 mil consumidores. ‘‘Não está fora da média.’’
(Lúcio Horta)

mockup