A Copel requereu ontem à Justiça Federal um mandado de segurança para liberar o acesso à usina do Salto Apucaraninha, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina), e permitir a saída dos dois funcionários retidos na reserva pelos índios cainguangues desde a meia-noite de quarta-feira. A empresa informou que só volta a negociar com os índios com a liberação dos empregados. Essa foi a posição mantida pela estatal diante da proposta de uma reunião com as lideranças indígenas e a Fundação Nacional do Índio (Funai), na próxima terça-feira. Até o final da tarde de ontem, nenhum encontro havia sido agendado.
Por outro lado, o advogado da comunidade indígena, César Bessa, envia hoje uma notificação às empresas aptas a participar do leilão da Copel. No documento, que será entregue pelos Correios, o advogado pretende explicar o conflito existente entre a empresa e os índios. Bessa iria fazer o contato através do Ministério Público, mas preferiu usar uma correspondência para ganhar tempo. Para ele, a Copel não deve ter informado aos interessados na companhia de energia sobre a divergência em torno do arrendamento da área onde a usina foi instalada há 52 anos.
Os índios querem receber R$ 20 mil mensais, mais uma indenização de R$ 71 milhões pelos ''prejuízos'' acumulados. A Copel oferece R$ 6,4 mil por mês e o pagamento da conta de energia elétrica da reserva deste ano, avaliada em R$ 30 mil.

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