Edson MazzettoProdução reduzidaTorres derrubadas anteontem em Campina da Lagoa obrigam a Hidrelétrica de Itaipu a operar com apenas 9 das 18 turbinas A Copel começou ontem a racionar energia elétrica em todas as regiões do Estado. A medida foi tomada devido à queda de sete torres de transmissão de energia provocada por um vendaval anteontem em Campina da Lagoa (100 quilômetros ao sul de Campo Mourão). Ventos de 60 quilômetros por hora, em forma de tornados, derrubaram as torres. A energia economizada no Estado está sendo deslocada para outras partes do País.
Com a queda das torres, a Hidrelétrica de Itaipu está operando com apenas nove das 18 turbinas. A produção de energia foi reduzida pela metade. O esquema definido pela Copel prevê cortes de energia em sistema de rodízio, encurtando o tempo de desligamento.
Segundo a Copel, o Paraná respondeu satisfatoriamente ao primeiro dia de redução do consumo. No horário de pico, das 18h às 20 horas, terça-feira, o corte máximo de carga determinado à Copel pelo Centro Nacional de Operação do Sistema - que coordena a partir de Brasília o funcionamento do sistema elétrico interligado - foi de 164 megawatts, que correspondem a 35% do total solicitado.
Segundo o gerente do Centro de Operação do Sistema da Copel, Rui Carlos Borges, grandes indústrias do Estado estão diminuindo o consumo de energia, o que está permitindo cortes reduzidos. ‘‘Graças ao espírito público de algumas indústrias, grandes consumidoras de energia que aceitaram reduzir o consumo, está sendo possível manter a situação equilibrada’’, disse.
Borges também informou que hospitais e os serviços essenciais só sofrerão cortes em último caso. ‘‘Com ressalva, estamos procurando preservar a normalidade do atendimento destes locais’’.
Cerca de 170 técnicos e engenheiros de Furnas Centrais Elétricas começaram ontem a instalar as novas torres de transmissão de energia elétrica em Campina da Lagoa. A chuva que tem caído na região pode atrapalhar a conclusão do trabalho que está previsto para terminar em 10 dias.
As sete torres que caíram ficaram completamente destruídas e não poderão ser reaproveitadas. Foram atingidas duas linhas de transmissão de energia de 750 mil volts que transportam eletricidade gerada pela Itaipu, no trecho Foz do Iguaçu - Ivaiporã para o Sul, Sudeste e Centro-Oeste e uma terceira foi danificada.
Segundo o chefe-substituto do Departamento de Produção de Furnas para o Paraná, Vanderlei de Castro Teodoro, tem chovido muito no local onde as torres estão e por isso o trabalho pode atrasar. ‘‘Com a chuva fica difícil trabalhar, mas com a queda de temperatura diminui também o consumo de energia, o que é um ponto positivo nesse momento de crise. Mas acreditamos que a primeira linha de transmissão fique pronta até domingo’’, disse.
Segundo informações de Furnas, a obra completa de reestruturação das torres deve ficar concluída até o dia 19. Atualmente, quatro linhas transportam a energia gerada por Itaipu, duas em correntes alternadas e duas em correntes contínuas. Uma quinta linha está sendo instalada.
O temporal de segunda-feira também derrubou duas torres de alta tensão, de 220 mil volts, na localidade de Vaqueria, em Caaguazu, no Paraguai. Ontem, houve blecaute geral na região metropolitana de Assunção e alguns municípios vizinhos. O corte no fornecimento de energia elétrica nos horários de pico durou cerca de 10 minutos. Segundo informações da Administracion Nacional de Eletrecidad (Ande), os ventos atingiram 120 quilômetros por hora. A empresa garantiu que até sábado as novas torres estarão instaladas e a situação normalizada.

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