Copel fica alerta na região Noroeste
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quarta-feira, 05 de novembro de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
Marcos NegriniDante Conselvan, diretor da Copel em Maringá, faz o alerta: Cortes dependerão da energia economizadaO racionamento de energia elétrica em Maringá, que começou na última segunda-feira, deve durar pelo menos mais 10 dias, segundo previsão do diretor-comercial da Copel, Dante Conselvan. Estamos desligando os alimentadores de forma alternada, de meia em meia hora, principalmente no horário de pico, entre 18 horas e 21 horas. Mas se a carga de energia estiver em alta, não haverá necessidade dos cortes. Tudo vai depender da energia economizada pelos consumidores, explicou o diretor.
A Copel de Maringá está fazendo o mesmo racionamento em mais 107 municípios da região Noroeste. A demanda de consumo de Maringá é e 150 mil megawatts.
Segunda-feira, quando os sete Estados atingidos pela queda das 10 torres de Itaipu (PR, MG, RS, MT, MS, SP e RJ) decidiram fazer o racionamento, não houve necessidade de fazer corte nos alimentadores de Maringá, pois a energia estava com boa carga. A cidade tem mais de 50 alimentadores. O bairro Jardim Alvorada, por exemplo, com 30 mil habitantes, o mais populoso de Maringá, é servido por dois alimentadores. Se os moradores de lá economizarem energia no horário de pico, não será preciso fazer cortes, afirmou Conselvan.
O sistema de cortes de energia é informatizado e só é usado em casos de extrema necessidade, como agora. O programa é jogado no computador e funciona sozinho, fazendo os cortes de forma alternada. A exceção é para os alimentadores que servem os hospitais que não serão desligados.


