Amargando perdas que crescem ano a ano, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) decidiu concentrar esforços para tentar acabar com as ligações irregulares de energia elétrica - os famosos ''gatos'' -, um artifício que é utilizado tanto por famílias pobres quanto por grandes empresas. Para tanto, vem implementando ações que abrangem conscientização em escolas, divulgação de inclusão em programas sociais, parcelamento facilitado de dívidas, instalação de sistemas modernos que dificultam o furto e mutirões de desligamento nos pontos mais problemáticos. E aqui vale o alerta: furtar energia é crime e pode até acabar em prisão.
O gerente do departamento de serviços da regional Norte da Copel em Londrina, Denilson Scheffer, adiantou que a intenção não é promover uma ''caça as bruxas'', ou melhor aos ''gatos'', até porque o interesse é reconquistar os moradores em situação irregular. Nove entre 10 casas onde são detectados furtos já foram clientes da Copel mas depois de terem o fornecimento interrompido, acabaram optando pelos ''gatos''. Importante lembrar que o recurso da suspensão do fornecimento só pode ser adotado a partir do 36º dia de atraso no pagamento da conta de energia e após o consumidor inadimplente ter sido alertado sobre o procedimento.
Levantamento feito pela Copel nos últimos cinco anos constatou que o índice de procedimentos irregulares em relação ao total de inspeções realizadas chega a quase 8%. Conforme os números apresentados pela empresa, só entre 2004 e 2005 houve um aumento de 65% no número de procedimentos irregulares em Londrina e região. E se tem gente usando energia sem pagar, todos os outros consumidores é que pagam por isso, porque a Copel inclui esse custo quando calcula a tarifa.
E engana-se quem pensa que apenas famílias pobres recorrem ao furto de energia para ter água quente e TV funcionando em casa. O gerente de receitas da Copel-Londrina, Cláudio Aires, revela que grandes empresas como supermercados e frigoríficos chegam a contratar assessorias técnicas para fraudar o relógio medidor. Tanto é assim que indústria e comércio respondem pela maior parte do valor devido à empresa. E quem furta, além de prisão em flagrante, também tem que pagar pelo que foi furtado, porque a empresa tem meios de medir o que foi consumido sem ser pago.
Para rever essa situação, a Copel intensificou ações de combate em diferentes frentes nos últimos meses. Nas escolas, mais de 34 mil alunos participarão de palestras sobre consumo racional de energia até o final do ano. Em outra frente, a Companhia está orientando os consumidores que cumprem os requisitos exigidos a buscarem o enquadramento em programas sociais como o ''Baixa Renda'' (com descontos de até 65%), ao ''Luz Fraterna'' (descontos de 100%) e o ''Luz Legal'' (que facilita em até 24 vezes sem correção o custo do postinho de energia). Para quem tem débito em atraso e cumpre determinadas exigências, a empresa facilita o pagamento em até 40 meses.
Por fim, há alguns meses equipes da Copel escoltadas pela Polícia Militar percorrem pontos mais problemáticos fazendo o desligamento dos ''gatos''.
SERVIÇO
Quem quiser obter mais informações, pode ligar gratuitamente para a Copel no número 0800-643-5445.

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