Copel expõe projetos de usinas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de fevereiro de 1999
Alexandre Sanches 
O engenheiro Antônio Fonseca dos Santos, do Serviço de Meio Ambiente da Superintendência de Engenharia da Copel, esteve ontem na Câmara de Vereadores de Londrina falando sobre os projetos de construção de quatro usinas hidrelétricas no Rio Tibagi. O convite partiu do vereador Tercílio Turini (PSDB), mas somente dois vereadores, além dele, estiveram presentes. O plenário foi tomado por políticos da região e técnicos ambientais de diversos órgãos.
Um dos grandes problemas que Londrina pode enfrentar com a hidrelétrica é o comprometimento do abastecimento de água. Com o represamento na usina Jataizinho, a estação de captação de água da Sanepar ficará submersa. Porém, este assunto foi pouco explorado pelos presentes.
Fonseca explicou todas as etapas realizadas pela Copel na elaboração dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e Relatórios de Impacto Ambiental (Rima). No projeto original estava prevista a construção de sete hidrelétricas, mas três delas, na região de Tibagi, Ponta Grossa e Telêmaco Borba, se mostraram inviáveis economicamente. Já enviamos o EIA/Rima para o Ibama e o IAP analisarem se concedem a licença prévia para a construção das demais hidrelétricas. Entre junho e outubro teremos a resposta desta análise, comentou.
Estão projetadas as hidrelétricas de Jataizinho, Cebolão, São Jerônimo e Mauá, atingindo ao todo 10 municípios ao longo do Tibagi. Antônio Fonseca dos Santos disse ainda que a Copel, caso seja a vencedora da licitação que será realizada após a aprovação da licença prévia, utilizará os mesmos recursos empregados na construção da hidrelétrica de Salto Caxias, em Capitão Leônidas Marques. O custo aproximado para cada hidrelétrica é de US$ 200 milhões.


