Copel eleva em 60% pagamento à reserva indígena
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sábado, 21 de dezembro de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Tamarana Os líderes dos índios caingangue da Reserva Apucaraninha, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina) e a Copel assinaram ontem um termo de ajustamento aos valores pagos aos índios como compensação financeira por causa da instalação e funcionamento da Usina Hidrelétrica Apucaraninha. Ela está localizada parcialmente na reserva. Participaram da negociação, além da Copel e os indígenas, o Ministério Público Federal e a Fundação Nacional do Índio (Funai). A questão do pagamento pela utilização do local vem sendo discutida há cerca de dois anos e os índios chegaram a fazer protestos, colocando funcionários da Copel como reféns.
Pelo novo acordo, a Copel passa a pagar R$ 102 mil por ano aos índios antes, o pagamento era de R$ 65 mil. A assessoria de imprensa da Copel não informou quanto será descontado pelo uso de energia na aldeia. O dinheiro será dividido entre as 300 famílias que moram na área. De acordo com a assessoria, também será regularizada a questão da ocupação física das terras. Pelo contrato anterior eram utilizados 115 alqueires, agora serão 16,5 alqueires. ''Há 50 anos esse tanto de terra era necessário porque os funcionários precisavam morar no local'', explicou.
Os 16,5 alqueires são necessários por causa da segurança operacional, já que pelos equipamentos passam grande quantidade de energia. Segundo a assessoria, os índios também se comprometeram a devolver uma casa próxima à usina que era utilizada para abrigar técnicos quando precisam ficar no local por mais tempo. Posteriormente será discutida a questão das indenizações pelo impacto ambiental causado pela hidrelétrica. Falta agora definir o valor da indenização que a Copel pagará pelos danos causados ao meio ambiente.
A usina foi construída em etapas, a primeira foi inaugurada em abril de 1949. O contrato era com a Empresa de Energia Elétrica de Londrina S/A que foi incorporada pela Copel em maio de 1974. Ela produz 9 Megawats, cerca de 10% do que é consumido pela cidade.


