Copel diz que há 21 locais, não 52
De acordo com o gerente da Coordenadoria de Engenharia Ambiental da Superintendência de Obras de Geração da Copel, Antônio Fonseca dos Santos, existem 21 locais que podem abrigar barragens no Paraná, não 52, como afirma o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Apenas uma, em Jataizinho, está com projeto adiantado e a Copel participará da licitação de construção da obra realizada pelo Ministério das Minas e Energia.
A política para os reassentamentos, segundo ele, reflete o estabelecido pela legislação, que desde 1986 determina a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e do seu Relatório (EIA/Rima) para ser discutido com as comunidades envolvidas.
Como exemplo, o gerente da Copel cita o que está sendo feito com a construção da hidrelétrica de Salto Caxias. Este ano a empresa repassou mais de R$ 500 mil para o início da construção das casas em dois dos 15 projetos de reassentamentos que estão previstos. No total, a Copel calcula gastos de R$ 44 milhões destinados a compra de terras, construção de casas e de infra-estrutura para as famílias desalojadas pela obra.
Das três barragens construídas pela Copel no Paraná, duas tiveram os estudos técnicos de impactos econômico e ambiental realizados: de Salto Segredo e Salto Caxias. A barragem de Segredo é anterior à legislação de impacto ambiental mas serviu como experiência para os reassentamentos de Salto Caxias, justifica.
Foram adquiridos 7,3 mil alqueires, em áreas próximas das propriedades de origem das famílias, em seis municípios. Serão constituídos 15 projetos de reassentamento, com preservação das relações de vizinhança, parentesco e amizade.
Os recursos para a realização das obras são repassados aos conselhos unificados, que representam a comunidade em cada projeto. Todas as obras da Copel obedecerão a legislação em vigor e para nós isso é uma questão de cidadania, disse Fonseca dos Santos.





