Evitando pôr mais lenha na fogueira e estender a polêmica que envolve a mudança na voltagem das lâmpadas incandescentes, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) prefere não se manifestar oficialmente sobre o assunto. Segundo o engenheiro Artur Nishikawa, gerente de área gestão distribuição da empresa, a Copel ‘‘vai aguardar a pendência das normas e o acerto da situação pelo Ministério das Minas e Energia’’. O engenheiro garante que a Copel tem conhecimento das mudanças de voltagem nas lâmpadas, mas desconhece a pesquisa feita pelos engenheiros César José Pagan e Gilberto Januzzi, da Unicamp.
‘‘Sabemos que existem problemas com a fabricação de lâmpadas de 120 volts. É evidente que sua vida útil diminui significativamente’’, dispara. Para Nishikawa, o grande problema nisso tudo é que o consumidor está sendo prejudicado. ‘‘Ele compra uma lâmpada para durar determinado tempo, mas quando ligada a 127 volts acaba queimando antes do previsto’’, avalia. Na sua opinião, é indispensável a compatibilidade da voltagem das lâmpadas com a tensão da rede elétrica. ‘‘Isso precisa ser revisto com urgência, já que é muito mais fácil mudar a voltagem de uma lâmpada do que o sistema elétrico do Brasil’’, conclui. (P.SM. e A.C.)

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