Emerson Cervi
De Curitiba
O presidente da Copel, Ingo Hubert, discutiu ontem o cronograma de indenizações a comerciantes da região da usina hidrelétrica de Salto Caxias, que estavam acampados em frente ao prédio central da Copel. A reunião começou no final da tarde e até o fechamento desta edição não tinha terminado. Comerciantes de seis municípios querem receber indenizações por perdas causadas pelo alagamento de terras e redução da população local.
No início da tarde de ontem os comerciantes desmontaram as barracas que estavam em frente ao prédio central da Copel desde segunda-feira. Eles permaneceriam nos ônibus até o fim da reunião. Se a Copel não aceitasse as reivindicações, eles poderiam montar o acampamento novamente.
Há duas semanas 15 empresários da localidade de Santo Isidoro, no município de Três Barras do Paraná, foram indenizados por perdas. Segundo os manifestantes, a localidade fica a quatro mil metros da margem do lago. O cronograma original de indenizações prevê pagamentos para comerciantes que estão até 1,5 mil metros do lago. ‘‘Eles pagaram em Santo Isidoro e sendo assim, também queremos receber’’, disse Clésio Viana, dono de uma loja em Três Barras do Paraná.
Segundo a assessoria da Copel, os comerciantes de Santo Isidoro estão a 1,7 mil metros da margem do lago da hidrelétrica. Eles receberam a indenização porque a localidade é uma comunidade-pólo que centraliza atividades comerciais na região. Houve um redutor de 15% nos pagamentos em Santo Isidoro.
Estiveram acampados em frente à Copel, em Curitiba, 120 comerciantes de seis municípios da região da hidrelétrica de Salto Caxias.

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