A direção da Copel decidiu receber no final da tarde de ontem uma comissão de pessoas que alegam ter sido excluídas do processo de indenização pelos alagamentos que ocorrerão no Rio Iguaçu, com a formação do reservatório da Hidrelétrica de Salto Caxias. Cerca de 600 pessoas (segundo a Polícia Militar) estavam ontem na entrada do canteiro-de-obras da hidrelétrica, em Capitão Leônidas Marques (77 km ao sul de Cascavel).
Os manifestantes querem ser indenizados porque, mesmo tendo negócios - principalmente pequeno comércio - fora da faixa dos alagamentos, estariam acumulando prejuízos com a saída de famílias que estão sendo reassentadas em outras regiões. No início da manifestação, na sexta-feira, havia apenas 60 pessoas.
Os manifestantes são liderados pelo Movimento dos Atingidos da Barragem Elétrica de Salto Caxias (Mabesc). O presidente da entidade, Assis Malacarne, disse à Folha que, sem a abertura de negociações, manteria a ameaça de ocupação do canteiro-de-obras.
A ameaça foi mantida apesar de proibição da Justiça, atendendo ação cautelar movida pela Copel. ‘‘A proibição não me foi comunicada diretamente’’, disse Malacarne. Sessenta policiais militares protegem o canteiro-de-obras. Segundo o gerente do Departamento de Implementação, da Copel, Valmor Eggert, há disposição de estudar as reivindicações caso a caso.

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