Copel cria sistema de operação de usinas à distância
Israel Reinstein
A Copel está lançando no mercado um software para monitoramento de usinas hidrelétricas de pequeno e médio portes. O programa possibilita às concessionárias e grandes empresas(como do ramo cimenteiro) controlarem todo o processo de geração, produção e distribuição de energia à distância, sem a necessidade de um grande número de funcionários.
O sistema já está em funcionamento na usina de São Jorge, em Ponta Grossa, diz Sérgio Luiz Lamy, superintendente de Produção da Copel. Para implementar o sistema teleoperado, a empresa investiu R$ 300 mil, na automatização da usina. Este é o custo médio estimado, comenta.
Este investimento pode ser recuperado no período de dois anos. A teleoperação reduz o custo da produção em cerca de R$ 150 mil reais ao ano, comenta. O motivo é que o programa pode operar com um número reduzido de pessoal, permitindo, ao mesmo tempo, maior agilidade e confiabilidade no controle dos equipamentos. Uma rede de teleoperação impediria blecautes, como o que ocorreu no começo do ano, afirma o superintendente.
Com este sistema, é possível identificar quase que instantaneamente quando ocorre uma queda de rede. A cada três segundos, os dados se atualizam. Cada detalhe da usina é checado, quando apresentam problemas, um sinal é emitido no monitor do operador, explica Lamy, acrescentando que até a abertura de uma porta é notificada. Cerca de 80% dos problemas podem ser solucionados da mesa de operação, que pode estar instaladas a quilômetros de distância.
Além da usina de São Jorge outras doze foram automatizadas, por um programa que faz as mesmas tarefas do software de teleoperação, diz Sérgio Lamy. Ele explica que não foram implantadas nestas unidades o controle a à distância, porque não há demanda necessária. Lamy afirma que não existem softwares nacionais similares no mercado. Os importados, para operar, precisam de adaptações além de serem mais caros, complementa.
No começo do próximo ano, a Copel vai implantar um Centro de Operação de Usinas, para gerenciar as cincos maiores hidrelétricas do estado - Foz de Areia, Segredo, Salto Caxias, Parigot de Souza além da termelétrica de Figueira. Essas unidades vão ser gerenciadas por um outro software importado.
O superintendente de produção, Sérgio Lamy, explica que a Copel não desenvolveu um sistema próprio, porque exige um investimento maior para pesquisa e também de recursos. Para desenvolver um software para pequenas usinas, a empresa dispendeu três anos de pesquisa.





