Copel autoriza agricultores a ocupar novas propriedades
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quinta-feira, 31 de julho de 1997
Paulo Pegoraro Cascavel 
Edson MazzettoAssinatura de termos de compromisso na Copel em Cascavel, com representantes das famíliasFamílias de pequenos agricultores que terão terras alagadas pela barragem da hidrelétrica de Salto Caxias, no Rio Iguaçu, receberam ontem autorização formal da Copel para ocupar a área destinada pela companhia e iniciar a preparação do solo para o plantio da safra de verão.
Elas também receberam R$ 5,4 milhões para aplicação de calcário, obras contra erosão, roçada e destoca nos terrenos. As famílias também foram autorizadas a fazer o último plantio nas terras que ainda ocupam. A autorização e a liberação dos recursos foi realizada em Cascavel, na Superintendência Regional da Copel.
A companhia foi representada pelo engenheiro Ademar Cury da Silva, superintendente de Empreendimentos Especiais, e as famílias pelo coordenador da Comissão Regional dos Atingidos por Barragens do Iguaçu (Crabi), José Uliano Camilo. Apesar da autorização de ocupação, as famílias aguardam ainda a construção de moradias antes da mudança. O prazo oficial para reassentamento vence no final do primeiro semestre de 98, seis meses antes das comportas de Salto Caxias serem fechadas.
O reservatório da usina terá 141 quilômetros quadrados, com águas represadas em uma barragem de 1.083 metros de comprimento entre os municípios de Capitão Leônidas Marques - onde está o canteiro-de-obras - e Nova Prata do Iguaçu. Pelo menos 595 famílias de pequenos proprietários rurais, posseiros ou arrendatários serão reassentadas. Outras 325 optaram por cartas de crédito para comprar propriedades.
A Copel também anunciou ontem a conclusão das negociações para pagamento de desapropriações a proprietários de áreas maiores, ao longo do Rio Iguaçu, que não são incluídos nos projetos de reassentamento. Calendário definido com os proprietários estabeleceu que 30% das desapropriações estariam definidas até 31 de julho de 95, 40% até o mesmo mês de 96 e o restante até ontem. As indenizações se referem a 1.104 propriedades, que somam 4.052 alqueires.
As desapropriações envolvem recursos de R$ 50 milhões. Segundo a Copel, só não foi concluida a negociação nos casos em que os proprietários não concordaram com os valores oferecidos, na média de R$ 7 mil por alqueire de terra nua, ou quando a documentação não estava em ordem. A companhia também adquiriu 1,6 mil alqueires de terras remanescentes, de propriedades que serão parcialmente atingidas.


