Copel admite que poderá fazer estudo integrado
O presidente da Copel, Ingo Hubert, afirmou ontem à Folha que a empresa poderá fazer um estudo integrado da Bacia do Tibagi, caso seja solicitado pela Promotoria. Costumamos estudar as bacias inteiras. As empresas contratadas só fizeram separadamente por não sabermos ainda a viabilidade econômica das usinas.
Hubert disse terem sido elaborados os EIAs/RIMAs das quatro hidrelétricas consideradas mais promissoras economicamente. Apesar de ter publicado em jornal um edital avisando sobre a realização de audiências públicas, os debates ainda não foram agendados. O Ibama é quem vai marcar as datas, afirmou.
Estamos na fase de inventário, levantando as potencialidades das cachoeiras. O estudo de viabilidades deve ser feito no próximo ano. Isso não significa que as quatro usinas vão sair. Talvez alguma seja considerada inviável, disse Hubert. A previsão da Copel é de que as hidrelétricas estejam gerando energia daqui a 5 anos.
Ele admitiu que a construção das usinas deve melhorar o preço da Copel no leilão de privatização, previsto para acontecer em 2002. Mas não é isso que está em jogo. E muito menos se os lucros das hidrelétricas ficarão com grupos privados. Estamos priorizando o fato do Brasil precisar de mais energia, enfatizou. Embora também admita os impactos ambientais, Hubert afirmou que os sítios arqueológicos poderão ser resgatados.
A Copel tem projeto para construir 23 usinas no Paraná e outros estados, sendo cinco termoelétricas. A empresa produz 4,5 mil megawatts, a Eletrosul 2,6 mil megawatts e, a Itaipu, 12.800 megawatts. O Estado exporta 80% da energia produzida. Mas precisamos aumentar a geração de energia porque um blecaute em Minas Gerais afetaria o Paraná.(C.L.)





