Cope vai investigar crimes em Londrina
Da Redação
O secretário de Estado da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, determinou ontem que o delegado-operacional Eduardo Castella e cinco investigadores do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) ajudem a delegacia de Londrina a investigar os crimes cometidos na cidade nos últimos dias (ver texto abaixo). Os policiais saíram ontem mesmo de Curitiba e ficam em Londrina por tempo indeterminado.
A onda de violência que ocorre em Londrina tem sido mostrada diariamente pela Folha de Londrina/Folha do Paraná. O assunto foi manchete do jornal na última quarta-feira e vem sendo tratado com destaque em todas as edições. Na quinta-feira foram ouvidas autoridades do setor e entidades representativas de classe que criticaram o descaso do governo do Estado e a falta de medidas, entre elas o aumento do efetivo policial na cidade, para conter a criminalidade.
Cândido Martins de Oliveira, que se disse preocupado com Londrina, acredita que alguma coisa está errada para que tenham ocorrido tantos crimes graves na cidade. Conforme ele, no interior do Estado não se verificou os mesmos índices de violência. Caso a ação dos policiais do Cope não dê resultado, há a possibilidade de o Grupo Águia, da Polícia Militar, agir na cidade. O envio de soldados da Polícia Militar pode aumentar ainda mais o efetivo de Londrina, que tem o maior número de PMs por habitante no Estado.
Anteontem, a Câmara de Vereadores de Londrina aprovou a convocação do secretário Cândido de Oliveira e dos comandantes das polícias Civil e Militar na cidade para discutir a recente onda de violência. Alguns vereadores chegaram a propor um acampamento em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, para pressionar o governo do Estado a investir na área de segurança. A Câmara de Vereadores de Cambé promove, na segunda-feira, um debate com autoridades policiais da cidade. Eles também estão preocupados com a falta de segurança naquele município.
O delegado-chefe Wanderci Fernandes admitiu, na tarde de ontem, que a vinda da equipe do Cope a Londrina é necessária. Estamos vivendo um momento atípico, com vários crimes seguidos. Isto não é normal. Não sei quanto tempo os investigadores do Cope ficarão na cidade, mas eles são bem-vindos e poderão nos dar uma ajuda da maior importância, afirmou o delegado, lembrando que há cerca de três anos esta equipe não trabalha na cidade.
Wanderci Fernandes havia sido comunicado do envio da equipe do Cope, pela Secretaria de Segurança, na manhã de ontem. Até o início da noite de ontem, ela não havia chegado à sede da Polícia Civil em Londrina. Estamos com um relato minucioso da situação preparado para quando ela chegar. Vamos desencadear as operações investigativas, com auxílio do Cope, já neste final de semana, garantiu.
O delegado ressaltou que, apesar da deficiência no número de investigadores, a Polícia Civil tem conseguido bons resultados e prendido alguns dos acusados por homicídios e assaltos nos últimos dias. Dos 52 investigadores lotados na cidade, apenas cerca de 15 trabalham atualmente na rua, investigando e prendendo criminosos. Os demais atuam como carcereiros ou em funções administrativas. Por falta de verbas, o governo ainda não contratou os 40 novos investigadores aprovados em concurso público em 97, e que reforçariam o quadro da polícia em Londrina. Participaram James Alberti (Curitiba) e Osmani Costa (Londrina).





